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20 de Novembro de 2020
Medalhões da política ficam de fora
Após 24 anos, Sinval Dias deixa a Câmara

Conhecidos medalhões da política monlevadense deixarão o Legislativo em 31 de dezembro. Eleito pela primeira vez em 1996, Sinval Dias (PSDB) venceu todas as disputas das quais participou desde então. Líder do governo durante as quatro gestões de governos tucanos, criou fama por ser um defensor aguerrido de seus aliados e um crítico ferrenho de seus opositores.

No entanto, ao longo do mandato atual, ele se envolveu em diversos bate-bocas dentro do parlamento, com destaque para a briga com Belmar Diniz (PT) em abril de 2019. Na ocasião, o tucano esfregou um caderno de registros no rosto do petista, que revidou atirando o livro na direção do colega.

Vereador desde 2009, Guilherme Nasser (MDB) fez carreira no PSDB, partido ao qual filiou-se ainda durante a década de 1990. Durante a gestão de Carlos Moreira (PTB, 2001-2008), ocupou o Controle Interno e a Secretaria de Obras. Presidente da Câmara no biênio 2013-2014, foi peça fundamental na sustentação do governo do amigo Teófilo Torres (PSDB). No entanto, durante o governo de Simone Carvalho (PTB), adotou uma postura abertamente opositora, criticando a prefeita e sua gestão e fazendo denúncias contundentes.

Ex-vice-prefeito durante a gestão de Laércio Ribeiro (PT, 1997-2000), Gentil Bicalho não conseguiu compartilhar da vitória do companheiro de partido. Eleito pela primeira vez em 1982, foi o vereador mais jovem daquela legislatura. Seu segundo mandato, iniciado em 1993, foi abreviado por uma recontagem dos votos que deu sua cadeira a Toninho Eletricista. Eleito vice-prefeito em 1996, perdeu a reeleição no ano 2000. Em 2012, candidatou-se a prefeito tendo Laércio como vice, mas ambos sofreram uma derrota maiúscula para Teófilo Torres (PSDB).

Após uma recontagem dos votos das eleições de 1992, Antônio de Paula Magalhães, o Toninho Eletricista (PTB), entrou pela primeira vez para a Câmara Municipal em 1993. Reeleito em 2000, ele não se reelegeu quatro anos mais tarde e somente voltaria ao Legislativo em 2016. Durante sua última passagem parlamentar, caracterizou-se como um defensor da gestão de Simone Carvalho, tendo como base eleitoral a região do bairro de Lourdes, onde mora.

Outros vereadores eleitos em 2016 ficaram pelo primeiro mandato. Cláudio Cebolinha fez carreira política no PDT, mas foi eleito pelo PTB depois de coordenar a distribuição de casas do programa Minha Casa, Minha Vida no bairro Planalto. Integrante da base aliada de Simone Carvalho durante toda a sua gestão, mas estranhou-se com a ex-secretária de Educação Geralda de Castro “Gegê” por conta de uma vaga escolar para o filho de Cebolinha. Em 2020, migrou para o Democratas, legenda alinhada à candidatura de Laércio Ribeiro (PT).

Ex-funcionário da Prohetel, Fábio da Silva (PP) é afeito da Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual é membro há mais de duas décadas. Durante seu mandato, foi outro membro da base de governo da prefeita Simone Carvalho, tendo atuação discreta. Em 2020, mudou-se para o Cidadania de Conceição Winter, mas não conseguiu votos para um novo mandato.

Antônio Carvalho Fraga, o Lelê do Fraga (PTB), carrega a trajetória de comerciante no supermercado que leva o nome de sua família. Apesar de ter atuação próxima à administração, desde o fim de 2019 demonstrou um visível afastamento do grupo de Simone Carvalho, passando a integrar em 2020 o Democratas, aliado a Laércio Ribeiro. O candidato a prefeito venceu, mas Lelê não conseguiu a reeleição.

Vereador há três mandatos, Vanderlei Miranda (PL) manteve postura ora situacionista, ora oposicionista durante o governo de Simone Carvalho. No início da corrida eleitoral deste ano, seu partido aliou-se a Railton Franklin (PDT) para a corrida à Prefeitura. Miranda conseguiu 566 votos e até foi declarado eleito, mas não contava com a vitória de Andrea Peixoto (PTB) no processo de impugnação movido por Gleidson Caetano. A validação dos votos da ex-secretária de Saúde acabou retirando-o da próxima Câmara, embora Caetano ainda prometa recorrer nas instâncias superiores.

Sem concorrer

Dois dos atuais vereadores não concorreram à reeleição. Pastor Carlinhos (PL) foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Railton Franklin (PDT), sendo derrotado. Já Djalma Bastos (PSD) preferiu ficar de fora da corrida eleitoral para ajudar na campanha do irmão, João Bastos (PSD), que também não conseguiu se eleger. Djalma anunciou que vai concorrer como deputado estadual em 2022.