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Geral
29 de Outubro de 2020
Sinval parte para o ataque e, mais uma vez, protagoniza baixaria na Câmara
<p class='ql-align-justify'>A reunião desta quarta-feira (28) da Câmara Municipal de João Monlevade foi marcada por uma mais uma cena de descontrole do vereador Sinval Dias (PSDB). O líder do governo na Câmara atacou o parlamentar Belmar Diniz (PT) e quase o agrediu. Sinval se irritou após o petista comentar as críticas do radialista e ex-prefeito Carlos Moreira, marido da atual prefeita e candidata à reeleição Simone Moreira (PTB), sobre a rejeição do projeto da isenção da taxa mínima de água. O parlamentar da oposição usou de ironia e chamou de “carinho” o episódio de hostilidade do último domingo (25), em que o casal e apoiadores foram expulsos de um bar no bairro Industrial, e o Fiat Mille em que estavam foi atingido por uma lata de cerveja aberta. Belmar apontou que esta era uma manifestação de reprovação da comunidade ao atual governo. <p class='ql-align-justify'>O líder do governo, Sinval Dias (PSDB), repeliu a ironia de Diniz. Ele considerou que o oposicionista estava incentivando o ódio e a violência política. Em sua fala, ele negou que Carlos Moreira seja “coronel” e exigiu respeito do colega ao casal Moreira. Belmar pediu direito de resposta, negando que estivesse promovendo agressões, mas o procurador jurídico da Câmara, Alexandro Pastorini, negou o tempo de réplica ao petista. <p class='ql-align-justify'>A seguir, falaria Revetrie Teixeira (MDB), que cedeu o tempo a Belmar Diniz. O oposicionista negou qualquer apologia à violência, e relembrou o episódio do “livro na cara” de abril de 2019, quando teve um caderno de inscrições esfregado no rosto por Sinval Dias. “Violência foi o que o senhor fez comigo”, disse. Foi o suficiente para o líder do governo enfurecer-se, dizendo que já havia pago pelo episódio, e exigindo em voz alta que Belmar não se referisse a ele. O oposicionista pediu a palavra, mas Sinval continuava a bradar, enquanto o presidente da Casa, Leles Pontes (Republicanos), pedia para que ele se acalmasse e para que o seu microfone fosse cortado. <p class='ql-align-justify'>No meio da discussão, o aposentado Carlos Coelho, que estava no plenário assistindo a reunião, dizia que a exaltação de Sinval era “desespero”. O líder do governo ouviu-o chamá-lo de “babaca”, e imediatamente foi tirar satisfações. Os dois ficaram separados apenas pela fita zebrada que isola o plenário e mais alguns centímetros. <p class='ql-align-justify'>Funcionários tiveram que afastar Sinval e Carlos Coelho que, por pouco, não se agrediram fisicamente. O tucano então se direcionou a Belmar Diniz, e novamente exigiu que ele não se referisse ao episódio de 2019, já que ele havia pedido desculpas públicas e doado cestas básicas ao Asilo Lar São José. A sessão foi interrompida por dez minutos, e na volta, vários parlamentares criticaram as agressões sofridas pelo casal Moreira e pediram por mais serenidade na campanha eleitoral. O presidente Leles Pontes (Republicanos) pediu calma ao vereador Belmar. Os trabalhos foram retomados após a pausa sem mais confusões.