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31 de Julho de 2020
Radialista conta internação com coronavírus e dengue: “Achei que era minha hora”
Reprodução
Locutor passou mal e foi hospitalizado para tratar a Covid19
Uma doença antiga juntou-se a um novo e misterioso coronavírus e contaminou um radialista monlevadense. O locutor Júnio Queiroz, de 33 anos, apresentador de programas e diretor artístico da Rádio Alternativa 1 FM, sofreu ao mesmo tempo com a dengue e a Covid-19. Em entrevista ao A Notícia, ele disse que passou por maus momentos, e até pensou que não sairia vivo.

Júnio conta que, ao longo do período de pandemia, teve contato com várias pessoas que não sabiam que estavam infectadas. Ele afirma que, mesmo usando máscara, muito provavelmente descuidou-se e acabou levando as mãos ao nariz e à boca, onde acabou contraindo a Covid-19.

Na semana passada, Queiroz sentiu-se mal e foi levado ao Hospital Margarida, onde passou alguns dias na enfermaria. Além do coronavírus, foi diagnosticado também com dengue. Ali, ele passou por uma experiência angustiante. Uma enfermeira disse que o nível de plaquetas no sangue dele estava diminuindo e que estavam surgindo manchas em seus pulmões, conhecidas como “vidro fosco”. Júnio passou a sentir muita falta de ar: “Nesse momento comecei a me preocupar e achei sim que era minha hora”, diz.

Depois, ele foi transferido para o quarto andar do HM, onde está o ambulatório especial para pacientes com a Covid-19. No local, ele destaca a qualidade do atendimento. A todo o tempo, funcionários verificavam sua pressão arterial e sinais vitais. Após quatro dias recebendo oxigenação artificial, vendo sua taxa de plaquetas elevar-se, Queiroz recobrou a saúde. Ele é enfático ao agradecer aos profissionais do Margarida: “Agradeço, primeiramente, a Deus por uma nova oportunidade de vida, e agradeço todos os dias por esses profissionais maravilhosos e abençoados que Deus colocou no meu caminho. Os verdadeiros anjos do Margarida. Enfermeiros, fisioterapeutas e médicos, o meu muito obrigado!”.

Já em casa, afastado do trabalho e finalizando o período de quarentena, Júnio conta que sente apenas uma leve dor nas costas por conta da pneumonia e a mistura do olfato e do paladar. Ele reitera os apelos para que as pessoas tomem as medidas de prevenção à Covid-19, pois muitas estão infectadas e sequer sabem: “Por isso o uso do álcool nunca é demais. Todo cuidado é pouco. O vírus está aí e mata”.