Desde 1984
Geral
24 de Julho de 2020
Informe - Fimose é queixa frequente em consultório de urologia
Arquivo JAN
Médico urologista Luis Felipe Macedo
Médico explica diferença entre fimose, parafimose e balanopostite

O médico urologista Luis Felipe de Oliveira e Macedo Ribeiro alerta os pacientes sobre a diferença entre fimose, parafimose e balanopostite, assuntos recorrentes nos consultórios de urologia. A queixa mais frequente é a fimose, que ocorre em todas as idades, sendo mais comum na infância.

O médico explica que a fimose é a incapacidade – ou apenas uma dificuldade, em diversos graus – para retrair o prepúcio, que é a pele que recobre a glande ou a “cabeça” do pênis. No adulto, a fimose pode ocorrer como sequela de processos inflamatórios repetitivos e crônicos de diversas causas (diabetes, por exemplo) e até cicatrizações de traumas diretos no pênis, embora estes sejam menos frequentes.

“Em alguns casos ocorre o excesso de pele no prepúcio, que o paciente e/ou os pais costumam confundir com fimose, mas que, embora o aspecto sugira algum problema, o paciente não apresenta nenhuma dificuldade de retração prepucial”, informou o urologista.

Já a parafimose é uma complicação da fimose e ocorre quando o indivíduo portador de algum grau de fimose consegue expor a glande, mas não consegue recobri-la, isto é, trazê-la de volta à posição original. Segundo o médico, isto se configura uma emergência urológica, pois dificulta o fluxo sanguíneo no local, causando edema e dor.

A cirurgia da fimose e parafimose é chamada de postectomia ou circuncisão e consiste na retirada deste prepúcio. Doutor Luis Felipe explica que, em adolescentes e adultos, essa cirurgia pode ser feita com anestesia local ou acompanhada de sedação anestésica. A recuperação é bastante favorável e o indivíduo rapidamente retorna às suas atividades de rotina. Em crianças, a técnica cirúrgica é semelhante e recomenda-se o acompanhamento de anestesista.

Outro problema que pode levar o homem ao consultório de urologia é a balanopostite, processo inflamatório mais frequente que ocorre no pênis. O médico explica que trata-se de uma inflamação conjunta da glande e prepúcio. A causa mais comum é uma infecção fúngica aguda. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois pode-se desenvolver sem a realização de penetração, embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual. Adicionalmente, o paciente pode apresentar balanopostites bacterianas agudas primárias ou como uma superinfecção bacteriana sobre uma infecção fúngica inicial.

Na consulta médica, o urologista faz a avaliação do problema apresentado pelo paciente e o melhor tratamento para cada caso. Em João Monlevade, doutor Luis Felipe atende na Clínica Médica MultVision, na rua Ayres Quaresma, em Carneirinhos. Telefone: (31) 3851-6361.

Fonte: portaldaurologia.org.br