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Polícia
19 de Junho de 2020
Não perca as crianças de vista - Delegada alerta os pais para evitar que crianças desapareçam
Poucos sentimentos são tão angustiantes para um ser humano quanto a dúvida sobre o destino de um filho desaparecido. Em particular, a incerteza de saber onde e em que condições está uma criança que sumiu, se está viva ou morta, dilacera os corações de muitas pessoas mundo afora.

Segundo a delegada da Infância e Juventude da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Monique Morais Bicalho, atualmente, não há nenhuma criança desaparecida em João Monlevade. No entanto, ela chama a atenção de pais e responsáveis para terem cuidado e atenção com seus filhos, sobre com quem andam ou conversam, pessoalmente ou nas redes sociais: 'Muitos oportunistas se aproveitam da fragilidade e inocência desses vulneráveis para cometerem crimes e transgressões', diz a delegada.

De acordo com Monique, a maioria dos menores que some tem mais de doze anos, e quase sempre são vítimas da violência. Segundo ela, é comum que elas sejam encontradas em locais relacionados ao consumo e venda de tóxicos.

Quando um menor desaparecido é encontrado, ele imediatamente é devolvido aos pais ou responsáveis, exceto se houver algum impedimento legal por parte destes, quando a criança ou adolescente é entregue aos cuidados do Conselho Tutelar. Será aberto um inquérito policial para apurar as circunstâncias e fatos do sumiço, que irão investigar inclusive pessoas que eventualmente dêem guarida ou abrigo ao menor.

Um dos maiores mitos que envolvem os desaparecimentos é de que é necessário esperar pelo menos 24 horas para relatar o sumiço de uma pessoa à Polícia. Monique esclarece que, quando uma criança não tem o paradeiro conhecido pela família, o caso deve ser comunicado imediatamente às autoridades. O relato deve ser feito inclusive, em caso de sequestro, o que, segundo a delegada, não há registros em João Monlevade. A organização de grupos de busca por voluntários deve ser coordenada pela polícia.