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26 de Maio de 2020
Vereadores querem manter Posto de Identificação e delegado critica comunicação com a Câmara
O posto de Identificação que funciona na Câmara Municipal, deve retornar os trabalhos entre dez e 15 dias. A informação foi repassada na reunião entre o delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares e os vereadores de João Monlevade, que tratou do assunto. Marcado para as 10h, o encontro começou quase meia hora depois do previsto, pois Tavares estava reunido com membros da Mesa Diretora no gabinete da Presidência, a portas fechadas, o que gerou reclamações de vereadores, como Pastor Carlinhos (PL).

Com a reunião iniciada, Tavares apontou que o problema da emissão das Carteiras de Identidade acontece em todo o estado, alegando que governos anteriores não investiram o suficiente em segurança pública e no setor de identificação. De acordo com o delegado regional, a principal demanda do Instituto de Identificação de Minas Gerais é o pessoal qualificado. O presidente da Câmara, Leles Pontes (Republicanos), disse que não há possibilidade de oferecer mais funcionários ao Posto de Identificação, pois dois deles estão afastados por serem do grupo de risco para o coronavírus. No entanto, Leles informou que pretende retomar o atendimento no posto num prazo mínimo entre 10 e 15 dias.Ele também anunciou que a Câmara irá contratar mais linhas telefônicas para aumentar a capacidade de agendamento. Porém, o processo está paralisado pela pandemia.

Outro problema que emergiram na reunião foi a falta de comunicação entre o Legislativo e a Polícia Civil. Tanto o delegado quanto os parlamentares reclamaram que não receberam ofícios enviados pela outra parte. Tavares disso, por exemplo, que não recebeu nenhuma comunicação por escrito sobre a suspensão das atividades do Posto de Identificação. O fato irritou principalmente Pastor Carlinhos, que cobrou de Leles Pontes uma atitude mais firme quanto a isso por parte da Câmara.

Vereadores não querem saída do Posto

A maioria dos vereadores presentes posicionou-se contra a saída da unidade de confecção dos documentos da sede do Legislativo. Tonhão (Cidadania), por exemplo, disse que seria desperdício de dinheiro público se o setor voltasse à sede da Polícia Civil, já que muito dinheiro foi investido para a sua instalação na Câmara. Guilherme Nasser, Revetrie Teixeira (ambos do MDB) e Thiago Titó (PDT) foram outros que se posicionaram favoráveis à manutenção do posto. O único que mostrou abertura à idéia foi Gentil Bicalho (PT), desde que ela fosse benéfica para a população.

Quanto à possibilidade de instalar o Posto de Identificação na sede da agência dos Correios em João Monlevade, sugerida pela gerente da ECT, Elisete Bretas, o delegado Paulo Tavares disse que não há previsão legal de um convênio com uma empresa federal, e que isto dependeria de uma ação do governo estadual.

Farpas

No encontro, o vereador Belmar Diniz (PT) questionou o fato do delegado ter chamado a Câmara de incompetente na semana passada por problemas relativos ao funcionamento do posto. O chefe da Polícia Civil, por sua vez, negou ter dito isso no ofício remetido à imprensa. Segundo ele, o termo foi dirigido à gerência do Posto de Identificação, subordinada à presidência do Legislativo e não à Câmara em si ou aos parlamentares. Na semana passada, toda a imprensa de João Monlevade repercurtiu a fala do delegado.

Em nota, no dia 21, o delegado regional contestou a informação divulgada pela Câmara, no dia anterior, de que o atendimento no posto estivesse parado por falta de material que deveria ser repassado pela Polícia Civil. No documento enviado à imprensa, Paulo Tavares afirmou que a justificativa de que o serviço 'não vem sendo feito devido à falta de material, atesta a incompetência da gerência do Posto de Identificação, subordinada à presidência da Câmara'.