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Geral
22 de Maio de 2020
Carta à Redação - O bairro Lucília e a falta de energia
Mais uma vez, no dia 15 de maio de 2020, das 19h às 21h30, ficamos sem energia. Situação que tem se repetido constantemente no bairro Lucília, atingindo sempre as ruas Nova Lima, Lindéia, Hamacek e outras, causando vários transtornos. Descongelamento de alimentos, portões eletrônicos que não funcionam, deixando-nos vulneráveis, não podemos entrar em nossas casas, e programas adiados são apenas alguns.

Mas o pior é a dificuldade de lidar com a frustração de nada poder fazer devido à negligência da Cemig e a falta de luz na contemporaneidade marcada pelas inúmeras tecnologias. Em meio à melancolia de uma vela acesa ou lampiões, vem à tona a triste lembrança dos altos valores das contas de luz que não podem deixar de serem pagas .

Em plena era tecnológica e um discurso de modernidade, a vela e lamparina neste bairro parecem querer dizer o contrário.

Me pergunto se o discurso da modernidade não é somente para captar mais fundos e distribuir entre os seus e para colorir os exorbitantes valores de nossas contas de luz de amarelo, verde e vermelho.

Me pergunto o que impede a Cemig de trocar um transformador ou modernizar o seu sistema de captação e difusão de uma pequena cidade.

Quanto custa um transformador ou uns poucos fios frente ao enorme lucro da empresa?

E por que a gente nunca conhece realmente o que acontece com serviço pelo qual pagamos mensalmente?

Enquanto espero respostas, vou me acostumando à idéia do retorno da velha lamparina, do lampião e do chuveiro de balde, além do fogão de lenha para aquecer a água do banho.Nada contra estes utensílios e métodos. Todos eles fizeram parte de minha vida um dia e sei que, na luz deles, eu posso confiar. Caminha modernidade.

Sonia Maria Melo Barbosa, monlevadense

(No dia seguinte, a leitora informou ter ficado novamente sem energia das 12h às 14h, sem aviso da Cemig).