Desde 1984
Geral
22 de Maio de 2020
Classificação do Governo de Minas - Monlevade está na onda branca e terá que fechar parte do comércio
O governo de Minas Gerais classificou João Monlevade e toda a região central do estado como área de “onda branca” na quarentena contra o coronavírus. Isto significa que parte do comércio da cidade, reaberto no dia 28 de abril, pode ter de baixar as portas para se adequar ao Programa Minas Consciente, do Governo do estado. Publicado em 30 de abril, o Minas Consciente prevê a abertura do comércio por etapas, setorizando as práticas econômicas em quatro ondas. São elas: onda verde (serviços essenciais); onda branca (baixo risco); onda amarela (médio risco); e onda vermelha (alto risco).

A determinação do governo estadual, para a onda branca, prevê atividades econômicas de baixo risco, como o comércio de produtos agrícolas, floriculturas, artigos esportivos, jogos eletrônicos e autoescolas. Assim, lojas de roupas, calçados, eletrônicos e artigos de decoração deverão interromper suas atividades, assim como livrarias, tabacarias, papelarias, joalherias, salões de beleza, hotéis e pensões, entre outros estabelecimentos, que foram reabertos após o decreto 51/2020, da prefeita Simone Carvalho (PTB), no fim de abril.

O protocolo estadual define que atividades que já estão interrompidas, como casas de espetáculos, circos, parques, espaços de eventos, apresentações artísticas, sindicatos, espaços de lazer, além do consumo de alimentos em bares e restaurantes, somente poderão ser retomados depois da pandemia. Igrejas, templos religiosos e academias de ginástica devem permanecer fechados.

Apesar de restringir algumas atividades empresariais, a “onda branca” permite outras, aquelas consideradas essenciais à vida social e de baixo risco de contaminação. Entre elas, estão a agricultura, pecuária, pesca e indústria de alimentos e madeiras; supermercados, mercearias, distribuidoras de bebidas, peixarias, padarias e açougues. Também serão permitidas as atividades de bancos, seguradoras, cooperativas, atacadistas, lojas de tecidos, serviços de limpeza, entre outras.

Município vai definir quais estabelecimentos seguem abertos

Nos próximos dias, a Prefeitura de João Monlevade vai publicar novo decreto com adequações ao Programa Minas Consciente, do Governo do Estado. A procuradora jurídica, Racíbia Moura, informou ao fim da manhã de quarta-feira (20) que algumas medidas precisarão ser tomadas na cidade. Porém, ela não informou quais.

Na terça-feira (19), o Ministério Público Estadual recomendou que os prefeitos mineiros se adequassem ao Programa do Governo de Minas ou fechassem o comércio, mantendo abertos apenas os serviços considerados essenciais.

João Monlevade, quando reabriu o comércio no dia 28 de abril, autorizou a abertura de quase todos os setores, mantendo fechados apenas os bares, restaurantes, academias de ginástica, igrejas, clubes, escolas, casas de shows e eventos. “Agora, vamos discutir em qual das ondas Monlevade se encaixa. Vamos ter que aderir formalmente ao Programa, que tem maior condição de abertura. Se não seguirmos, a prefeita pode ser responsabilizada”, disse a procuradora jurídica, Racíbia Moura.

Por enquanto, até a publicação do novo decreto com decisões do governo municipal para se adequar ao Programa Estadual, o comércio em João Monlevade continua como está.

Reunião sem a prefeita

Na manhã de quarta-feira (20), foi realizada na sede da Prefeitura, uma reunião a portas fechadas entre os diversos setores para discutir a regulação da atividade comercial durante o período de pandemia. Um novo encontro deve ser realizado, em data ainda a ser marcada. A prefeita Simone Carvalho não participou e foi representada por secretários.

Participaram representantes da Associação Médica, do Hospital Margarida, do Conselho Municipal de Saúde, da Associação Comercial, Industrial e Prestação de Serviços de João Monlevade (Acimon), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Polícia Militar. Na reunião ficou definido que João Monlevade deve alinhar seus esforços de combate ao coronavírus com outros municípios. Para tanto, estão previstas reuniões com a participação da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi) para demarcar as novas diretrizes.