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21 de Maio de 2020
Lojas encerram atividades e empresários não querem novo fechamento do comércio

A pandemia do coronavírus não será lembrada somente pelas contaminações e mortes. A quarentena para conter a doença também causa uma onda de fechamento de empresas, muitas delas tradicionais. De acordo com o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Monlevade (CDL), Luís Valente, somente no trecho da avenida Getúlio Vargas entre a rua Armando Batista e a praça Sete de Setembro, onze estabelecimentos comerciais já encerraram as atividades na cidade. Entre eles, estão tradicionais casas, algumas com mais de quatro décadas de funcionamento. Na região, a tradicional Lanchonete Belleus Lanches, que funciona às margens da BR-381 em São Gonçalo do Rio Abaixo, também encerrou as atividades devido à pandemia após 41 anos.

O rastro deixado pela pandemia também é sentido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acimon). Presidente da entidade, Cássio Barros, disse já conhecer pelo menos seis empresas que já baixaram as portas na cidade. Na reunião desta quarta-feira (20), que discutiu o futuro da regulamentação do comércio, ele foi um dos que advogou pela manutenção da atividade econômica.

Outro ávido defensor da retomada é Lucien Marques, empresário e ex-provedor do Hospital Margarida. Ele argumenta que, caso a quarentena continue na forma em que está, o setor comercial não resistirá. Marques é um dos maiores defensores da reabertura do comércio em João Monlevade. Ele pontuou que, na avenida Getúlio Vargas, pôde contar diversas lojas na região central. Ele argumenta que o poder público deve trabalhar com dados reais, e que qualquer medida de restrição à atividade empresarial deve ser tomada com calma, sem admitir pressões indevidas.

A prefeitura de João Monlevade já anunciou que vai readequar o município ao Programa Minas Consciente, do Governo do Estado e não descarta o fechamento de alguns estabelecimentos comerciais. Um novo decreto com as medidas é esperado nos próximos dias.