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Polícia
15 de Maio de 2020
Assassinato no Satélite foi crime torpe, diz delegado
Não há motivo que explique o homicídio de 4 de maio no bairro Satélite, em João Monlevade. A afirmação é do delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto. O inquérito que investiga o caso será remetido hoje (15) ao Poder Judiciário. Segundo Tavares, o crime teve motivação torpe, mas não é possível precisar a razão específica que levou ao crime. No entanto, segundo o delegado, um exame de sanidade mental na assassina é de competência do Ministério Público.

Em 4 de maio, a vítima deixou o distrito de Vargem Linda e foi à casa da autora, na rua Mato Grosso, no bairro Satélite. Durante a noite, as duas tiveram um desentendimento, e a vítima foi assassinada com várias facadas e um golpe de marreta entre os olhos. Em seguida, a assassina fugiu, invadindo uma casa na rua Itabira e fazendo um idoso de 74 anos refém. A PM foi acionada, e teve que negociar com a mulher até que o idoso conseguisse se livrar; ele acabou ferido no peito com um vidro. Ela ainda tentou agredir os militares com um caco de vidro, e um deles teve que atirar na direção das pernas da agressora. Internada com uma fratura exposta e baleada duas vezes, sendo submetida a cirurgia, ela ainda quebrou equipamentos do Hospital Margarida.

Para o delegado Alex Dalton de Souza, responsável pelo inquérito, não há dúvidas de que a mulher de 46 anos cometeu realmente o assassinato. Em um depoimento considerado desconexo, a mulher transpareceu sinais de ter transtornos psiquiátrios, dizendo ter ouvido 'vozes' que a ordenaram cometer o crime. Ela demonstrou ter ciúmes da vítima, e pontuou também um presumido roubo de medicamentos de uso controlado do irmão da homicida. A autópsia demostrou ainda que a vítima, de 42 anos, não tinha lesões de defesa. A autora do crime está internada no Hospital Margarida sob vigilância de policiais penais.