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Geral
28 de Março de 2020
Protesto para flexibilizar quarentena tem baixa adesão
João Vitor
Carros percorreram avenidas com buzinaço


Cerca de trinta empresários, motoristas de aplicativo e autônomos protestaram neste sábado (28) pela flexibilização da quarentena imposta há uma semana para conter o coronavírus. O grupo se concentrou no fim da avenida Gentil Bicalho, no bairro Santa Bárbara, e saíram em carreata pelas avenidas Gentil Bicalho, Getúlio Vargas, Armando Fajardo e Alberto Lima, fazendo buzinaço e soltando fogos de artifício. Um representante comercial, que preferiu não se identificar, contou que tem dez funcionários, entre direitos e indiretos, mas não sabe se poderá mantê-los. César Gandra, do setor de uma automecânica, ressaltou que o grupo não queria o fim absoluto da quarentena, mas sim o isolamento vertical; apenas idosos, doentes crônicos e pessoas com imunidade reduzida fiquem em casa, enquanto o resto da população, que tem boa saúde, volte ao trabalho. O temor dos participantes é de que o confinamento prolongado gere uma depressão financeira que gere demissões, desemprego, falências, recessão e aumento da pobreza, além da queda da arrecadação do Estado. O protesto foi pacífico e não registrou incidentes.

A movimentação aconteceu no mesmo dia em que a Justiça Federal proibiu o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de continuar com a campanha 'O Brasil não pode parar', incentivando governos estaduais e municípios a flexibilizarem a quarentena. A prefeita de Joã Monlevade, Simone Carvalho (PSDB) mantém o decreto que suspende as atividades comerciais na cidade.