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14 de Fevereiro de 2020
Novo padre assume Paróquias São José Operário e Nossa Senhora de Fátima
<strong>Padre Jefferson apresenta estilo tradicional e diz que a prioridade será a conversão</strong>

O padre Jefferson Cruz Veronês, de 42 anos, assumiu na terça-feira (11) o comando das paróquias Nossa Senhora de Fátima, no bairro Vila Tanque, e São José Operário, no Centro Industrial, de João Monlevade. Ele substitui o padre Carlos Jorge Teixeira, transferido para a paróquia São Gonçalo, em São Gonçalo do Rio Abaixo. Na manhã deste domingo (9), Padre Jefferson celebrou a Missa das 9 horas na matriz São José Operário, e conversou com a reportagem do A Notícia.

Paulistano de nascimento, ele cresceu na cidade da Serra (ES). Estudou Filosofia no seminário da Arquidiocese de Vitória, transferindo-se para a Diocese de Itabira-Fabriciano para estudar Teologia. O então seminarista passou um período entre 2006 e 2007 na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Carneirinhos. Ordenado em 2011, ele serviu na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no distrito de Cachoeira Escura, em Belo Oriente, até o início deste ano, quando foi transferido para João Monlevade.

No próximo dia 23, ele será empossado como Administrador Paroquial da Paróquia São José Operário, durante missa presidida pelo Vigário Regional. Ele também será pároco da igreja Nossa Senhora de Fátima e administrador paroquial na igreja São José Operário. Ao todo, ele terá sob sua incumbência, as matrizes e as capelas nos bairros Baú, Jacuí, Pedreira e Santa Cruz. Um dos desafios, segundo ele, é a reestruturação física dos templos, alguns com problemas estruturais, que depende da colaboração dos membros da Igreja.

Uma das prioridades do padre Veronês, segundo ele, é a conversão dos fiéis. No sermão da Missa do último domingo, ele criticou os chamados “católicos mornos”, aqueles que se dizem católicos, mas pouco participam da vida da Igreja, pouco se importam com a “Lei Divina” e levam vidas pouco condizentes com a Sagrada Escritura. Para o reverendo, sua missão é fazer com que os fiéis conheçam sua própria religião, a professem e pratiquem-na com fervor, abandonando o sentimentalismo e o indiferentismo espiritual.

Fora da Missa, o padre continua vestindo batina, a tradicional veste negra que cobre desde o pescoço até os tornozelos dos religiosos. Obrigatória durante séculos, mas hoje pouco usada, a roupa representa a morte para o mundo e seus desejos. Ele próprio assume ser um tradicionalista, valorizando a liturgia e os ensinamentos bimilenares da Igreja. Entre suas referências de sacerdotes, estão o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior e os bispos de Palmares (PE), dom Henrique Soares da Costa, e de Frederico Westphalen (RS), dom Antônio Carlos Rossi Keller.

<strong>Estilo</strong>

O padre Veronês já começa a apresentar seu estilo às comunidades que pastoreia. Sem citar nomes ou onde ocorrem, ele diz querer combater os “abusos litúrgicos”, desvios na forma correta de celebrar o culto, preferindo as Missas mais solenes e os sermões mais coerentes com a Doutrina católica. O padre também planeja valorizar a arquitetura e o mobiliário histórico da igreja São José Operário, a mais antiga do município e com um formato sem igual no mundo inteiro: “Vamos voltar a usar os confessionários, principalmente, na Semana Santa”.

A Missa das 9 horas do domingo estava com quase todos os lugares ocupados nos bancos e os sinos dobraram durante a consagração das hóstias e do vinho, momento mais solene da celebração. Após a Missa, várias pessoas procuraram o padre para cumprimentá-lo, pedir a bênção ou ter alguma orientação. De acordo com Jefferson, ele não sabe quanto tempo ficará em João Monlevade. Porém, segundo ele, o tempo de um padre em uma paróquia, tem duração prevista de seis anos, podendo ser prorrogada ou abreviada de acordo com o entendimento do bispo da diocese.