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31 de Janeiro de 2020
Câmara aprova e Prefeitura de São Gonçalo dará auxílio a atingidos pelas chuvas
Acom/CMSGRA
Vereadores aprovaram projeto por unanimidade
A Câmara Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo aprovou ontem (30), por unanimidade, o projeto do Executivo que concede auxílio financeiro aos atingidos pelas chuvas do último fim de semana. Agora, famílias, empresas e entidades atingidas pela inundação podem receber R$8 mil, podendo esse ter um acréscimo de 50%, após avaliação específica da Secretaria de Ação Social, que vai liberar os recursos.
O projeto e toda a sua execução passam por análise de uma comissão mista, formada por um representante da sociedade civil, um representante da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Gonçalo do Rio Abaixo (Aciasgra), um membro da Associação do Bem Viver da Terceira Idade (Abeviti), um servidor efetivo lotado na Secretaria de Desenvolvimento Social e um servidor efetivo da Câmara.
O assunto foi muito discutido nesta semana. Na quarta-feira (29), uma reunião na Câmara foi transferida para o Centro Cultural, devido ao número de participantes. Vereadores, secretários municipais, representantes da Defesa Civil e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e populares estiveram presentes.
No mesmo dia, o prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT), recebeu representantes da Aciasgra, para discutir soluções para os problemas causados pela inundação. O prefeito reafirmou que os R$8 mil dados a cada família ou pessoa jurídica afetada não são uma indenização, mas sim um auxílio financeiro para a reconstrução.
Na madrugada de sábado (25), grande parte da cidade foi alagada pela cheia do rio Santa Bárbara, que foi agravada pela abertura das comportas da barragem do Peti. A Defesa Civil alegou que fez o primeiro contato com a Cemig e que, a partir daí, mantiveram uma comunicação estreita para monitorar o aumento do nível do reservatório que chegou a 300 metros cúbicos de água. Em uma conversa que tiveram ficou acordado que a próxima vazão seria na manhã do dia 25, porém, segundo o coordenador da Defesa Civil, a Cemig efetuou a ação antes da hora prevista.
Já a Cemig apresentou em Datashow uma planilha de controle dos níveis de chuva e da capacidade de água do reservatório. Alegou que agiu dentro dos trâmites normais do que é estabelecido nos casos de cheia natural e também disse que existe uma imprevisibilidade normal dentro da análise meteorológica.
A Prefeitura decretou estado de emergência, o que simplifica os trâmites de contratação de empresas para assistência aos atingidos e reconstrução das áreas danificadas.