Geral
26 de outubro de 2018

Vereadores falam em segurar projetos nas comissões para travar pauta

Arquivo JAN

Parte dos vereadores de João Monlevade fala em travar projetos nas comissões competentes, atrasando votações. A medida seria em resposta ao que eles chamam de falta de respeito e de atenção do governo Simone Carvalho (PSDB) com a Câmara. Conforme noticiado na última semana, os vereadores estão insatisfeitos e reclamam da falta de diálogo e proximidade com o Executivo. Sobretudo, pela recusa do governo em voltar com o ponto de ônibus para a Praça Domingos Silvério, contrariando o desejo dos parlamentares.
Pastor Carlinhos (MDB) e Revetrie Teixeira (mesmo partido) declararam abertamente que não vão correr para liberar os projetos nas comissões das quais fazem parte. Revetrie é presidente da Comissão de Saúde e Pastor Carlinhos é membro das comissões de Orçamento e Finanças e também de Legislação e Justiça, uma das mais importantes da Casa, já que avalia todos os projetos que tramitam no Legislativo. “Vou segurar, vou pedir mais informações. Já que eles (governo) não conversam com a Câmara, vou pedir mais informações e detalhes”, disse Revetrie. Pastor Carlinhos afirmou também que não terá pressa em aprovar proposições. Ele ainda conversa com os colegas para segurarem as propostas do governo.
Coincidência ou não, na reunião desta semana, nenhum projeto entrou na pauta. Outros vereadores, no entanto, falam que não vão agir dessa forma. Inclusive, os vereadores presidentes das comissões das quais pastor Carlinhos é membro. Guilherme Nasser (PSDB), presidente da comissão de Orçamento e Finanças, foi contra. Para ele, existem outros mecanismos para forçar o diálogo com o governo, que não travar a votação. “Sou contra. Não concordo em atrasar projetos que podem ser bons para o povo”, afirmou.
Tiago Titó (PDT), que é o presidente da comissão de Legislação e Justiça, declarou que é preciso ter cautela. “Não vamos votar projetos de qualquer jeito, às vezes, do jeito que o governo quer. Mas se for algum que tenha prazo, como aprovação de convênios, não faz sentido segurar”, afirmou. A Notícia apurou que há cerca de 10 projetos tramitando na casa, aguardando parecer de comissões ou votação em segundo turno e redação final.