Geral
3 de agosto de 2018

Na volta do recesso

Erivelton Braz

Vereadores debatem os próprios salários

Os vereadores de João Monlevade passaram a maior parte do tempo da primeira reunião após o recesso de 15 dias, debatendo os próprios salários. A principal discussão do encontro ficou em torno da proposta de Pastor Carlinhos (MDB), feita ainda antes do recesso, de reduzir os vencimentos dos vereadores e demais agentes políticos (prefeita, vice, secretários e chefes de autarquias) para um salário mínimo. Na reunião, não foram votados ou debatidos projetos.
O primeiro a tocar no assunto foi Toninho Eletricista (PHS). Ele disse que a população está cobrando a medida e que os parlamentares devem pensar antes de propor medidas assim. Ele disse que com o salário atual de R$7.832,00 ou com o mínimo, vai se candidatar e continuar servindo o povo.
Vanderlei Miranda (PR) manifestou-se contrário à proposta da redução. "Faço jus ao que recebo porque trabalho. O salário do vereador vai para a comunidade. Sempre têm pedidos de ônibus, ajuda para festas. Quando o poder público falha, é o vereador quem ajuda. Nos bastidores, comentamos que a pedição está muita. E não dá para negar ajuda”, afirmou. Outro a comentar o caso, Revetrie Teixeira (MDB), afirmou que está acostumado a ganhar pouco porque é servidor público municipal. E disse não ter receio de votar favorável pela redução.
Geraldo Antônio Marcelino, o Tonhão (PPS), fez um longo discurso, citando até o filósofo Friedrich Nietzsche, contra a proposição. Ele ainda reforçou que já existe na Casa, projeto de lei que permite ao vereador abrir mão do seu salário e receber 20%, 50% ou 100% do salário oferecido.
Usando também a tribuna, Pastor Carlinhos reafirmou o interesse de apresentar um projeto de autoria popular com assinaturas de monlevadenses propondo a redução salarial dos agentes políticos. Fora dos microfones, Pastor Carlinhos também disse que vai entrar com a medida em diversas instituições, como Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE). Gentil Bicalho (PT) também declarou o seu apoio à medida. Para ele, quem deve fazer assistência social são os órgãos competentes para tal.

"Exame de consciência"

Para o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD), cada um deve examinar a sua consciência e o trabalho realizado. “Eu penso que a questão da redução dos salários não deveria ser discutida agora. A medida só é válida para a próxima legislatura. É bem mais produtivo discutir outros assuntos agora”, disse. Ele reafirmou que tem muito orgulho de ser vereador e que o trabalho de cada um é válido.