Geral
6 de julho de 2018

Novela do Reajuste salarial - Prefeitura diz que só manda projeto se Sindicato pedir

Erivelton Braz
Vereadores debateram, mais uma vez, o reajuste salarial dos servidores

O secretário municipal de Fazenda, Tiago Duarte, afirmou aos vereadores nesta semana que o governo só vai mandar o projeto que concede reajuste salarial aos servidores só se o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público (Sintramon) pedir. A informação foi repassada pelo vereador Belmar Diniz (PT), na última quarta-feira (4). Segundo ele, a informação do secretário foi dada durante reunião com os vereadores, no mesmo dia.
De acordo com Belmar, a Prefeitura está irredutível em negociar com o Sintramon e quer forçar o Sindicato a aceitar o que o Executivo quer pagar. A Prefeitura oferece 2,29% de reajuste salarial e R$35,00 de aumento no Vale-Alimentação. Por outro lado, o Sintramon defende um aumento maior no vale e diz ser possível pagar, pelo menos, R$42,23 no tíquete de cada servidor. Na terça-feira (3), o Sintramon realizou uma assembleia e rejeitou novamente a proposta da Prefeitura. O Sindicato espera reunião na terça-feira (10), na Secretaria Regional do Trabalho (SRT), em Belo Horizonte.
A discussão sobre reajuste salarial vem se arrastando há cinco meses e o impasse ainda parece longe do fim. Na Câmara, alguns vereadores discursam acusando o Sintramon de não aceitar as condições propostas pelo Executivo. Entre esses, está o parlamentar Revetrie Teixeira (MDB) que, inclusive, é servidor público concursado. “É uma política suja com o servidor. O Sintramon está brincando porque não pede a prefeita para mandar o projeto para ser aprovado nesta casa”, disse, como se o Sindicato que o representa não quisesse mais negociar.
O vereador Guilherme Nasser (PSDB) também afirmou que o máximo possível é pagar R$35,00 no Vale Alimentação e que a administração chegou ao seu limite. Ainda segundo Nasser, quem perde com a demora na aprovação é o servidor público de João Monlevade. Fábio da Silva (PP) afirma que tem recebido cobranças para o aumento salarial, como se a Câmara fosse a responsável. “Nós só podemos aprovar ou não, quando o projeto chegar a essa casa”, justifica.
O presidente Djalma Bastos (PSD) disse que a Câmara faz bem o seu papel de intermediadora do assunto. Na reunião de quarta-feira, ele redigiu ofício à prefeita Simone Carvalho, com a assinatura de 13 vereadores, pedindo ao governo para enviar o projeto de Lei que concede o reajuste aos servidores. Os vereadores Thiago Titó (PDT) e Gentil Bicalho (PT) não assinaram o documento, alegando que a negociação não acabou ainda. “A minha justificativa é porque, na semana que vem, está marcada uma nova reunião na SRT em BH entre a prefeitura e o sindicato. Penso que tem que se esgotar até no último caso”, disse Titó. Gentil diz o mesmo. “Defendo o envio de um novo projeto, mas só depois que o Sintramon se manifestar a respeito e todas as possibilidades de negociação forem esgotadas. Não achei prudente e ético votar a proposta em respeito à entidade que, um dia antes, rejeitou a proposta da Prefeitura”, disse.