Policia
6 de julho de 2018

Operação prende quadrilha que desviava ouro de mineradoras da região

Reprodução G1
Um dos detidos na operação em Santa Bárbara: Polícia prendeu vinte e duas pessoas

Uma megaoperação da Polícia Civil de Minas Gerais, realizada na manhã da última quarta-feira (4), prendeu 22 suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha envolvida no desvio de ouro de mineradoras da região de Santa Bárbara. A operação, que recebeu o nome de “Quemera”, foi desencadeada nas cidades de João Monlevade, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Belo Horizonte. Um dos presos seria um advogado de Santa Bárbara.
De acordo com as informações, foram expedidos 25 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A operação também contou com cerca de 100 policiais civis das regionais de Itabira, João Monlevade, Ponte Nova, Manhuaçu, Caratinga e Ipatinga, que tiveram o apoio de uma aeronave.
O ponto de concentração dos policiais civis foi na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo e após uma reunião de planejamento estratégico, as equipes se deslocaram às cidades que foram alvo da operação no início da manhã. As investigações tiveram início há cerca de seis meses atrás.
Segundo a Polícia Civil, em um dos municípios foram apreendidos cerca de R$30 mil em dinheiro. Também foram encontradas pedras de ouro, armas e drogas. Foram presos funcionários de mineradoras, atravessadores, empresários do ramo de joalheria e pessoas sem ligação direta com o segmento.
Os presos foram levados para a Delegacia de Santa Bárbara e encaminhados para o presídio de Barão de Cocais, onde permanecerão à disposição da justiça. A prisão da quadrilha repercutiu na imprensa estadual.

Organização

A Polícia Civil ainda informou que a organização criminosa, que possuía vários núcleos, tinha como principal alvo as mineradoras Anglo Gold Ashanti e Jaguar Mining. A polícia identificou núcleos de executores, receptadores, técnicos, apuradores do ouro desviado e, ainda, de traficantes.
A Polícia Civil ainda afirmou que o grupo agia através de tecnologia e de informações privilegiadas, já que um núcleo da organização era composto por funcionários das empresas, das áreas de operação e de segurança. (Com informações do portal G1)