Geral
1 de junho de 2018

Transporte em vans vai passar por licitação

Erivelton Braz

Os vereadores de João Monlevade aprovaram, nesta semana, projeto de Lei que regulamenta os serviços de Transporte Coletivo de Escolares, que utiliza veículo tipo Van, no município. Entre as mudanças da Lei, agora está a exigência de licitação para a prestação do serviço. Antes, a própria Associação de Transportes Escolares definia preços, o número de veículos ou a transferência de autorizados para o trabalho. Agora, o Executivo vai preparar edital para a licitação.
Após recomendação do Ministério Público, a Prefeitura enviou projeto para a Câmara, que recebeu emendas da Comissão de Legislação e Justiça, composta pelos vereadores Carlos Roberto Lopes, o pastor Carlinhos (MDB), Tiago Titó (PDT) e Vanderlei Miranda (PR).
Segundo Titó e Pastor Carlinhos, o projeto de autoria da prefeita exigia que as vans fossem trocadas a cada 3 anos. Os parlamentares da Comissão aumentaram o prazo para 10 anos, da mesma forma que é exigido para taxis e ônibus do Rota Escolar. No projeto original, também autorizava o aumento de 17 para 20 vans escolares no município. A comissão manteve o mesmo número, considerando uma van escolar para cada 4.700 habitantes. Os vereadores também colocaram a exigência de monitores nos veículos que transportam alunos com idade até 12 anos e que tenham idade mínima de 18 anos. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Polêmica

Durante a discussão da matéria, o vereador Sinval Jacinto (PSDB) chamou Titó de egoísta, porque ele usou a tribuna para explicar as mudanças apontadas pela comissão a motoristas de van que estavam no plenário. “As emendas não são apenas da Comissão, mas de todos os 15 vereadores. Você é egoísta Titó”. Guilherme Nasser (PSDB), em defesa de Titó, disse que as emendas são da comissão e que é preciso dar o mérito ao trabalho dela. Além disso, Nasser classificou como “covardia da prefeita”, exigir que as vans fossem trocadas a cada três anos. Sinval se irritou e disse para Guilherme medir as palavras porque a prefeita não é covarde. Nasser retornou à tribuna e reiterou que a iniciativa foi “covarde sim”. “Mesmo sendo do partido de vossa excelência e da prefeita reconheço o erro. A comissão corrigiu e fez justiça aos profissionais. O que está errado está errado”, afirmou.