Geral
11 de maio de 2018

Ex-aliado, Chico Franco dispara: "Carlos Moreira e Mauri Torres sempre usaram o hospital como balcão político"

Erivelton Braz
Jornalista não poupou o governo atual de severas críticas

O jornalista Chico Franco criticou duramente o ex-prefeito de João Monlevade, Carlos Moreira, durante seu programa na rádio Comunicativa FM, na manhã da última quarta-feira (9). Chico, que foi assessor de comunicação da Prefeitura nos dois mandatos de Carlos Moreira e aliado de primeira ordem do ex-chefe do Executivo, também não poupou de críticas o ex-deputado estadual Mauri Torres e o atual governo, comandado pela prefeita Simone Carvalho (PSDB).
As críticas foram fruto de sua explanação sobre a situação da saúde em João Monlevade, mais precisamente sobre a reunião do Conselho Municipal de Saúde, realizada na terça-feira (8). O jornalista afirmou, categoricamente, que Carlos Moreira e o ex-deputado estadual Mauri Torres, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), sempre usaram o Hospital Margarida como balcão político e que os dois não tiveram apenas lucro político com o uso da casa de saúde. "Eu posso falar, porque conheço bem o Carlos Moreira, pois sou um dos responsáveis pela ascensão política dele. Eu errei e tenho essa dívida com Monlevade. E posso dizer que saí desse meio porque não aguento mentira e o mal feito", desabafou Chico.
Ainda em seu programa, Chico comentou sobre a atuação da prefeita Simone Carvalho. "A Simone é uma pessoa boa, a conheço há muito tempo e posso dizer isso. Mas está sendo usada. Ela tem duas opções: ou assume a cadeira de prefeita e põe ordem na casa ou larga aquilo tudo de lado e sai da prefeitura", disparou. Procurados, tanto Carlos Moreira quanto Mauri Torres preferiram não responder.

Massa de manobra

Sobre a presença de mais de cem servidores públicos municipais de vários setores e de funcionários do Hospital Margarida na reunião do Conselho Municipal de Saúde na Câmara, na tarde da última terça-feira, Chico foi taxativo ao dizer que todos estavam sendo usados para fazer pressão ao Conselho, que está apontando os erros e "dando trabalho ao governo". "Mais uma vez usaram os funcionários como massa de manobra para tentar atingir seus objetivos. E no horário do expediente. Um absurdo", disse.