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13 de abril de 2018
Clima tenso - Aumenta insatisfação de vereadores com o governo Simone Carvalho
Erivelton Braz
Servidores manifestam contra proposta do Governo e são apoiados por vereadores
Mais uma vez, os vereadores de João Monlevade demonstraram-se.insatisfeitos com o governo Simone Carvalho (PSDB). Nesta semana, pela segunda vez seguida, os parlamentares fizeram fortes críticas à administração, sobretudo à Secretaria Municipal de Saúde (leia na página 9). Os vereadores, continuamente, têm criticado secretários municipais e questionado ações do governo, principalmente, as secretarias de Obras, DAE, Serviços Urbanos e Saúde. Na semana passada, Guilherme Nasser (PSDB) também bateu forte na Secretaria de Saúde. Segundo ele, o setor perdeu documentos de um jovem, que corre risco de ficar cego se não operar.
O clima tenso sinaliza dificuldades de articulação da atual administração com o Legislativo monlevandense, o que pode levar a “derrotas” da prefeita na aprovação de projetos e propostas. Na reunião de quarta-feira (11), vários parlamentares também se manifestaram contrários à proposta de reajuste salarial dos servidores, apresentada pelo governo Municipal. E sinalizam que devem votar, pela primeira vez, contrários a um projeto da prefeita.
A Prefeitura oferece 3,29% de reajuste no salário e 0% no Vale Alimentação. Como a medida foi enviada para o Legislativo, ainda sem terminar os debates da Data Base, a presidente do Sindicato dos Servidores (Sintramon), Izaura Bicalho usou a tribuna e disse que a Prefeita fingiu um acordo. Diversos servidores estiveram no plenário da Câmara e manifestaram sua indignação. Eles levaram cartazes com palavras de ordem e, alguns aproveitaram a reunião para fazer um ato contra a prisão do ex-presidente Lula. O líder da prefeita, Sinval Dias (PSDB) foi o único a defender claramente o governo. Ele voltou a dizer que Simone está dando o maior percentual de reajuste da região. Os manifestantes vaiaram e a reunião chegou a ser interrompida pelo presidente Djalma Bastos (PSD).
Ao retornar, muitos vereadores foram solidários aos funcionários públicos. O primeiro a se posicionar foi Antônio de Paula Magalhães, o Toninho Eletricista (PHS). Ele classificou como vergonhosa a proposta do governo. “Sou contra 0% de reajuste no Vale Alimentação. Isso é uma vergonha e falta de respeito com os funcionários. O governo tem que tirar o recurso de outro lugar. Devemos rejeitar esse projeto para forçar a Prefeitura a voltar a negociar.”, conclamou.
Outro que se disse contrário à proposta de reajuste foi Revetrie Teixeira (MDB). Ele é vigia concursado na Prefeitura Municipal. “Sempre estou do lado do servidor. A Prefeitura precisa repensar esse valor. O servidor público precisa e deve ser mais respeitado”, afirmou. Mesmo integrando a base governista, o vereador Guilherme Nasser (PSDB) foi outro a manifestar-se contrário à proposta do governo Simone. “O vale alimentação é uma ajuda a pais de família. Não dar reajuste é comprometer o orçamento. O benefício precisa de reajuste para melhorar a vida do servidor”, afirmou. Antônio Cavalho Fraga, o Lelê do Fraga (PTB) também falou da importância de rever a proposta apresentada. Cláudio Cebolinha (
Tiago Titó (PDT) foi outro a discordar da proposta. “É um absurdo o projeto chegar nessata casa antes do fim da discussão. São os servidores que carregam a Prefeitura nas costas. Tudo aumentou. A Prefeita precisa rever”, afirmou. Os colegas Belmar Diniz e Gentil Bicalho (ambos do PT) também defenderam melhorias na proposta do governo municipal. O vereador Pastor Carlinhos falou da importância de se rever o plano de cargos e salários dos servidores municipais. O projeto vai ser discutido pelas comissões competentes na próxima segunda-feira (16). No entanto, a postura dos parlamentares, indica que ele pode ser rejeitado, se entrar em votação.

Mais indignação

O tom de indignação ficou mais forte, em outro momento da reunião, após o vereador Vanderlei Miranda (PR), questionar sobre marcação de reunião entre o Executivo e empresários para tratar do Distrito Industrial. O encontro foi pedido pelos empresários à Câmara. O presidente Djalma Bastos informou que a prefeita marcou a reunião para daqui a 60 dias. A resposta irritou Vanderlei e outros parlamentares. “Que absurdo. Precisamos de uma resposta urgente. Sessenta dias para uma reunião? Onde já se viu?”, questionou. Mais radical, Pastor Carlinhos sugeriu que a Câmara tranque a pauta de votação até que a prefeita melhore o relacionamento com os vereadores. “Somos feitos de palhaços. Não somos respeitados. O governo só ouve se não votarmos mais nada. Tem que trancar a pauta”, afirmou.
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