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13 de abril de 2018
Estupro de estudante pode ter sido forjado, mas polícia não confirma
Luiz Ernesto
Autoridades policiais e judiciárias estiveram na Câmara na tarde de ontem
Declaração de vereador leva polícia e promotor à Câmara

De acordo com o vereador Vanderlei Miranda (PR), a denúncia de um estupro sofrido por uma estudante da Uemg de João Monlevade em setembro do passado pode ser falsa. O parlamentar deu a informação durante a reunião ordinária da Câmara Municipal na última quarta-feira (11), utilizando a tribuna do Legislativo.
Vanderlei afirmou que teve acesso às informações através de amigos em comum entre ele e a estudante e que, de acordo com os relatos, o estupro poderia ter sido forjado pela universitária. "Não estou afirmando nada, apenas repassando informações que recebi", disse Vanderlei.
A fala do parlamentar gerou grandes repercussões. Na tarde de ontem (12), se reuniram no plenário do Legislativo a delegada Camila Alves, o delegado regional Alberto Gomes Vieira, o promotor de justiça Rodrigo Augusto de Almeida, o comandante da Polícia Militar, tenente coronel Fábio Barcelos, o subcomandante da PM, capitão Filipe Gaigher e todos os 15 vereadores da Câmara de João Monlevade. O encontro durou cerca de uma hora e não foi permitida a entrada da imprensa.
Logo após a reunião, a delegada Camila Alves concedeu uma entrevista coletiva, na qual relatou, de forma breve, os trâmites da investigação, além de orientar sobre possíveis declarações referentes ao caso. "As investigações estão em sua fase final e o inquérito está prestes a ser encerrado. Como já foi dito antes, o caso está sob segredo de justiça. Após o encerramento do caso não vamos mais nos manifestar sobre esse assunto. Essa é a nossa última declaração sobre o caso," afirmou.
Questionada sobre a fala do vereador Vanderlei Miranda, a delegada afirmou que, como um agente público e cidadão, o parlamentar tem o direito de se expressar, porém, com os devidos cuidados que a situação merece. "Temos que ter cuidado com o caso em questão, pois envolve a vida e a dignidade de uma mulher, uma cidadã. É preciso cuidado para se expressar sobre esse assunto, pois trata-se de um crime ainda em investigação", disse.

Repercussões

Dias após o suposto crime, que aconteceu nas imediações do campus da Uemg em Monlevade, no bairro Baú, centenas de universitários fizeram uma passeata pelas avenidas da região central, solicitando agilidade das autoridades policiais na solução do caso e também mais segurança nas proximidades da universidade.
No decorrer das investigações, um suspeito chegou a ser ouvido pela polícia e liberado, por não ter sido reconhecido pela jovem. Em março, a Polícia Civil também divulgou o retrato falado de um possível suspeito do crime, baseado nas informações passadas pela estudante
Segundo o Código Penal, caso seja confirmada a falsa comunicação de crime, a estudante poderá responder na Justiça pelo ato.
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