Geral
12 de janeiro de 2018

Vigilância em Saúde está em alerta contra dengue, zika e chikungunya

Divulgação
Casas abandonadas são focos de doenças

A Vigilância em Saúde (Visa) da Prefeitura de João Monlevade está em alerta contra uma possível epidemia de dengue, zika e febre chikungunya na cidade. Equipes do setor vistoriam imóveis e a administração também intensifica campanhas de combate ao mosquito Aedes Aegipty, transmissor das doenças. João Monlevade, nas duas primeiras semanas do ano, já registrou dois casos positivos de dengue. De zika e chikungunya ainda não.
Segundo a coordenadora da Visa, Lucimara Guerra agentes de endemias têm visitado residências e alertado os proprietários sobre os riscos de se deixar água parada, além de lixo acu-mulado, que favorecem a proliferação do mosquito. Ela diz que os casos tendem a aumentar, após o período chuvoso.
Segundo especialistas, qualquer lugar onde se possa acumular água é um possível criadouro. Lucimara Guerra alerta a necessidade de se observar no ambiente os locais que estejam acumulando água, onde os ovos do mosquito são depositados. “Uma tampinha de garrafa de água ou refrigerante virada para cima, que fique semanas no quintal, pode ser perigosa. Ou então um brinquedo abandonado, como um caminhãozinho também”, disse. Ela também alerta para montes de lixo, onde os mosquitos se reproduzem. “A fecundação da fêmea do mosquito ocorre no lixo, onde eles se alimentam de matéria orgânica. É preciso também ficar atento a isso, que é um local perigoso”, alerta.

Dentro de casa

No entanto, a atenção não deve ser voltada apenas para o quintal. Dentro de casa, mesmo protegidos da chuva, há locais propícios para que o Aedes Aegypti coloque seus ovos. Locais como banheiros pouco utilizados, ralos de onde não é possível drenar água, pratinhos sob vasos de flores e até plantas como órquídeas e bromélias podem acumular água. Também é necessário verificar vasilhas de água de animais, que devem ser lavadas com água e sabão a cada sete dias.

Sinal vermelho

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, Minas Gerais registrou 16.789 casos prováveis de febre chikungunya. Além disso, registrou as primeiras mortes da história da enfermidade. Foram 13 no total. Destes, 10 foram em Governador Valadares, uma em Central de Minas, ambas na Região do Rio Doce, uma em Ipatinga, no Vale do Aço, e outra em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Neste ano, já são nove notificações da doença, sendo uma média de uma por dia. Em 2017, foram 29.107 notificações de dengue, sendo 15 mortes confirmadas em Minas Gerais. João Monlevade fechou o ano com 39 casos de dengue, três casos de chikungunya e um de zika.