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5 de janeiro de 2018
Secretaria de Saúde de São Gonçalo descarta surto de febre maculosa
Elisângela Bicalho AcomPMSGRA
Diretor clínico do PA garante que profissionais estão aptos a atender casos da doença

A Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo apresentou dados sobre a febre maculosa no município e descartou que haja um surto da doença. A doença é transmitida pelo carrapato estrela, que se hospeda em animais bovinos, equinos e cães, além de silvestres, como a capivara.
No ano passado, uma pessoa morreu na cidade, após ter diagnóstico confirmado e outras duas pessoas apresentarem sintomas. "Dessas, uma já foi descartada e a outra segue em análise”, explicou a secretária municipal de saúde, Carolina Duarte. Segundo ela, já foram adotadas medidas para prestar atendimento aos casos suspeitos.
De acordo com a secretária, ainda no mês de janeiro, a Prefeitura vai promover uma palestra para orientar a população e os proprietários de animais sobre a importância do controle do vetor para se evitar a propagação da doença. “Desde que tomamos conhecimento da ocorrência, iniciamos as investigações para a coleta de dados, criamos o Protocolo Multiprofissional da Febre Maculosa, onde orientamos os profissionais de saúde como atuar e entrar com a terapêutica adequada, além de reunião com representantes da Agricultura e do Meio Ambiente para definir ações de prevenção e controle do vetor”, afirmou Carolina.
Na tarde de quinta-feira (4), foi realizada uma reunião na Câmara Municipal com representantes de entidades e associações, secretários e vereadores para tranquilizar a população e informar sobre as medidas adotadas pelo município. No encontro, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Elaine Fagundes, relatou todo o procedimento realizado diante da suspeita da doença. Segundo ela, todos os exames são encaminhados ao laboratório de referência do Estado de Minas Gerais (Funed) e o município segue todas as orientações da Vigilância em Saúde do Estado.

Sintomas

Os sintomas da febre maculosa foram abordados pelo diretor clínico e responsável técnico do Pronto Atendimento, o médico Mário Carlos Pinto e Souza. Ele ressaltou que, o início costuma ser abrupto e os sintomas são inespecíficos (febre, em geral alta cefaléia mialgia intensa mal-estar generalizado náuseas vômitos). “Ao sentir os sintomas, a pessoa deve procurar o posto de saúde para que sejam investigadas as causas”, alertou o médico.
O controle do vetor foi outro tema debatido na reunião. O secretário de Meio Ambiente, Francisco Couto Júnior, explicou que, com relação às capivaras, não há como eliminá-las, uma vez que o extermínio do animal é crime inafiançável. O veterinário do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Nissan Felix, alertou que a população precisa estar atenta e cuidar dos animais para que esses não sejam hospedeiros do carrapato transmissor da doença. “Os donos de equinos e de cachorros têm que ficar atentos e sempre dar banhos com carrapicidas em seus animais”, destacou.
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