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7 de dezembro de 2017
“A falta de diálogo entre os poderes prejudica muito João Monlevade”
Arquivo JAN
Vanderlei Miranda defende mais participação e diálogo entre poderes
A Notícia encerra, nesta semana, a coluna Fala Vereador, com o parlamentar Vanderlei Miranda (PR). Ele é o décimo quinto entrevistado da série, espaço aberto para que todos os vereadores pudessem expressar suas opiniões, falar sobre o mandato ou apresentar sua visão acerca da cidade. Ao longo de 15 semanas ininterruptas, foram ouvidos todos os legisladores. Os primeiros a falar foram os membros da Mesa Diretora. Os demais parlamentares foram entrevistados em ordem alfabética.
O vereador Vanderlei Cardoso Miranda (PR) afirma que a falta de diálogo prejudica a boa política em João Monlevade. Para ele, um dos fatores que mais prejudica o município, é a falta de conversa entre o Legislativo e o Executivo. Segundo Vanderlei, é comum as administrações municipais ouvirem pouco a Câmara. E que se ouvissem mais os vereadores, a cidade estaria bem melhor. Defensor da boa conversa, ele diz que procura dar respostas à população sempre que solicitado. “Eu penso que o ‘não’ o cidadão já tem. Quando visito bairros ou recebo as pessoas no meu gabinete, não deixo ninguém sem resposta”, afirma.
Para ele, o político tem que dar resultado à população que o elegeu. Para tanto, o vereador amplia a sua rede de contatos, com outras esferas da política, como a do governo do estado, através do deputado estadual Nozinho (PDT). Eleito para seu terceiro mandato, sempre pelo mesmo partido, do qual é filiado desde 1996, Vanderlei Miranda conhece a cidade e entende as demandas da população. Tanto, que ele é muito crítico do transporte público de João Monlevade e cobra ações eficazes das secretarias municipais.
O parlamentar também defende a Câmara Municipal e afirma que o Legislativo monlevadense faz bons trabalhos. Para Vanderlei, a Casa tem projetos importantes, muitos dos quais, ele afirma ter orgulho de ter votado. Entre esses, ele destaca a desapropriação de área pública, cedida à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). “Na época, a universidade tinha um projeto para investir R$5 milhões no campus. Porém, acabaram investindo mais de R$12 milhões, o que trouxe benefícios para a comunidade”, conta. Outro projeto que Vanderlei tem orgulho de ter aprovado, foi o que concede legalização fundiária a mais de 1000 famílias da região do Novo Cruzeiro. “Essa proposta, do ano passado, concede escritura de terrenos e faz justiça a tantas pessoas”, afirma.
Vanderlei Miranda diz que a Câmara de João Monlevade é enxuta e tem responsabilidade com gastos e foco na gestão. Segundo ele, o Legislativo monlevadense é referência regional, já que pode consumir até 6% do orçamento municipal e não gasta nem 3%. Além disso, para ele, não há exageros com diárias ou despesas diversas. “Essa Casa já foi parabenizada pelo Tribunal de Contas”, relembra.
O vereador também critica o afastamento da população do Legislativo. Para ele, falta interesse do cidadão em participar das discussões importantes para o município. No entanto, faz uma “mea culpa”, ao reconhecer que muitos debates da Casa fogem ao foco municipal e se concentram em assuntos de competência estadual e nacional. Franco em suas opiniões, Vanderlei diz que muitas manifestações que ocorrem no Le-gislativo não são competências dos parlamentares. Para tanto, ele relembra de atos coletivos sobre segurança pública, por exemplo. “Eu sei que a Câmara é ‘para-raios’ de João Monlevade e recebe as críticas mais duras. Estudantes, comerciantes e muitas pessoas vêm até aqui manifestar, achando que estão correndo atrás dos seus direitos, mas estão no lugar errado. Ninguém foi reclamar na porta da Prefeitura, ou da PM que são os responsáveis pela segurança pública na cidade. O mesmo vale para o Corpo de Bombeiros. Quem deveria receber as manifestações era a prefeita. Cabe a nós apenas votar e discutir”, disse.
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