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10 de novembro de 2017
Reuniões demoradas e falatório dividem parlamentares
Erivelton Braz
Assunto foi muito debatido no plenário do Legislativo
Toninho Eletricista sugere que vereadores falem menos

Os vereadores de Monlevade dividem opiniões sobre o tempo de uso da tribuna para pronunciamentos. Enquanto para uns, a medida reduziria o tempo das reuniões, tornando-as mais produtivas, para outros, o tempo da tribuna deveria ser ainda maior. Esse foi um dos destaques da reunião ordinária dessa semana. As reuniões começam às 17h e têm terminado após às 21h e, nem sempre, contam com debates sobre projetos.
Antônio Paula Magalhães, o Toninho Eletricista (PTB), sugeriu mudança no Regimento Interno para que o tempo de liderança (espaço dedicado a pronunciamentos) seja diminuído. “Pretendo apresentar sugestão para diminuir a fala dos vereadores. Em outras câmaras, como em Itabira, as reuniões duram três horas, no máximo. O tempo de liderança deve ser diminuído”, opinou.
O vice-presidente da casa, Leles Pontes (PRB), apoiou o colega e disse concordar com a sugestão. “A população não vem a essa casa porque quer debates produtivos”, argumentou. O vereador Pastor Carlinhos (PMDB) não esconde sua insatisfação com o tempo para falas na câmara. Ele já chegou a insinuar que a reunião deveria ser quinzenal e já disse “que não aguenta tanto falatório”.
Nesta semana, os vereadores Belmar Diniz (PT), Pastor Carlinhos (PMDB), Thiago Titó (PDT), Guilherme Nasser (PSDB) e Revetrie Teixeira (PMDB) apresentaram projeto de resolução para diminuir o tempo das falas. A iniciativa queria punir vereadores que se inscrevem para falar e desistem de usar a tribuna. Esse tempo é dividido entre todos os parlamentares e diminui o espaço dos que querem falar.
O projeto recebeu parecer contrário da Mesa Diretora, que considerou o projeto antidemocrático. O vereador Sinval Jacinto Dias (PSDB) criticou os vereadores que queriam diminuir o tempo na tribuna. Ele disse que “o lugar mais importante da Câmara é a tribuna e que tem orgulho de falar”. O tucano é o vereador que tem mais tempo entre os parlamentares, por ser líder da prefeita e por pedir recorrentes apartes aos colegas, que cedem espaço a ele.
O vereador Tonhão (PPS) afirmou que os vereadores querem censura, ao impedir os colegas de falarem. “Alguns querem colocar esparadrapo na boca dos demais. Daqui a pouco vão querer impedir o vereador de exercer o mandato. Não dá”, criticou.
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