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3 de novembro de 2017
Djalma Bastos diz que político não faz gestão séria por causa de voto
Erivelton Braz
Djalma alerta para excesso de benefícios
Durante reunião da Câmara de João Monlevade na última quarta (1º), o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD), criticou duramente os políticos, tanto da cidade, quanto do país, de modo geral, por “não fazerem o que precisa ser feito, temendo perder votos”. Segundo ele, já passou da hora de rever benefícios a servidores públicos, como o pagamento de anuênio.
Além disso, Djalma criticou a própria Câmara que preside, por pagar salário de retorno de férias aos funcionários do Legislativo. Ele classificou a situação como absurda e disse que o assunto precisa ser debatido. Djalma ainda conclamou os colegas a discutirem o assunto e afirmou que vai debater com a Mesa Diretora, a revisão do pagamento de salário ao servidor da Câmara Municipal que volta de férias.
Para o presidente da Câmara, falta coragem dos políticos para encarar a situação econômica do país e também de João Monlevade que, segundo técnicos da Prefeitura, deve fechar o ano com déficit de R$5 milhões em caixa. “O servidor ganhou tanto direito que vai acabar ficando sem nenhum. Não tem condição de pagar R$150 mil a mais, todos os meses, com anuênio de 2% aos servidores da Prefeitura. Não dá para a Câmara ficar pagando salário integral a quem acaba de voltar de férias. Precisamos discutir esses assuntos”, disse.
Ainda segundo Djalma, a questão é para o bem do próprio servidor público. “Precisamos rever e readequar para não termos que fracionar salários daqui a três, quatro anos, como já acontece no governo do Minas. Funcionários do Rio de Janeiro estão há seis meses sem receber. Essa estrutura não aguenta mais do jeito que está. Essa é minha opinião”, disse.

Contrapontos

Usando a tribuna, alguns vereadores foram contra o presidente. O petista Belma Diniz foi o primeiro a tocar no assunto, alegando que falta transparência aos gestores. “Não escondo opiniões com medo de perder voto. Fui criado numa família de sindicalistas e não aceito mexer em direito de trabalhador. Se o caixa da prefeitura está defasado, falta mais clareza da prefeita sobre onde está sendo aplicado o dinheiro”, disse. Outro que se posicionou contrário foi Revetrie Teixeira (PMDB). Para ele, que é servidor concursado da Prefeitura, o funcionário público não merece 2% de anuênio, mas 5%. “Servidor público não ganha nada. Sou contra qualquer mudança que prejudique o funcionalismo”, disse.
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