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3 de novembro de 2017
Relatório de auditoria aponta que Margarida pode dar lucro
Erivelton Braz
O relatório apresentado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX) mostra que o Hospital Margarida pode dar lucro, a partir da solução de algumas questões, baseada em quatro pilares: Déficit mensal, baixa ocupação de leitos, crédito fragilizado e honorário de médicos. O especialista financeiro da FSFX, Thiago Lucas Novais, disse que hospitais com mais de 100 leitos têm mais chances de serem supera-vitários. O Margarida tem 110 leitos,  Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Hemodiálise, Maternidade, Bloco Cirúrgico, Lavanderia e Limpeza e Pronto-Socorro. A casa de saúde é de média complexidade, promove cirurgias, partos, internações, exames de laboratório e imagem e fisioterapia.
Segundo o diagnóstico, a casa de saúde tem um déficit mensal de R$442 mil e empréstimo de R$12 milhões com instituições bancárias. Porém, a casa de saúde tem cerca de R$2,5 milhões empenhados a receber até o fim do ano, frutos de emendas parlamentares de deputados federais e estaduais e que poderiam deixar as contas no azul, caso sejam liberados. Ele também apontou como um dos fatores de prejuízo, a baixa ocupação de leitos, que fica em torno de 70%. “Hospitais do mesmo porte trabalham com 85% da ocupação, o que eleva o repasse financeiro”, afirmou.
O especialista ainda disse que com pouco poder de crédito, o hospital paga caro na compra de medicamentos, por não ter dinheiro para negociar com fornecedores. Ele citou, por exemplo, que a casa de saúde paga R$29,00 por remédio vendido a R$6,00 para outros hospitais. “Isso porque, sem dinheiro e com pouco crédito, o Hospital não tem como barganhar e paga o preço que o fornecedor quer, além de não conseguir participar de sistemas de compras coletivas com outras instituições”, disse. Outra questão que prejudica o hospital, segundo o relatório, é o salário dos médicos. Conforme apresentado, o pagamento dos honorários aos profissionais, clínicas e afins, chega a 50% da arrecadação do Hospital.
Segundo o especialista financeiro, hospitais do mesmo porte não ultrapassam os 30%. O trabalho da FSFX durou cerca de três meses e, segundo o provedor José Roberto Fernandes, não teve custos para a entidade. “Nossa avaliação foi técnica e mostrou caminhos para o hospital, que é um patrimônio de João Monlevade e toda a região”, afirmou. O provedor disse que vai se reunir nos próximos dias com o Conselho da Associação São Vicente de Paulo e com representantes da FSFX para discutir e entender melhor o relatório.
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