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3 de novembro de 2017
Fundação de Ipatinga cada dia mais perto da gestão do Hospital Margarida
Erivelton Braz
Superintendente da Fundação São Francisco Xavier, Marcelo Teixeira, fala durante auditoria
Nos bastidores, negociação estaria praticamente acertada, mas provedor nega

Informações de bastidores apontam que a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), entidade do Vale do Aço e ligada à Usiminas, está cada vez mais próxima de assumir a gestão do Hospital Margarida. A entidade tem 50 anos de experiência em gestão hospitalar e é responsável pelos hospitais Márcio Cunha, de Ipatinga Carlos Chagas, de Itabira e Hospital Municipal de Cubatão, no interior de São Paulo.
A Notícia recebeu informações de fontes ligadas à casa de saúde, de que a transferência da gestão vem sendo trabalhada há meses e que está praticamente acertada. Inclusive, o diagnóstico da situação econômica e do balanço patrimonial do Margarida, realizado pela entidade e cujo resultado foi apresentado na última segunda-feira (30), seria uma avaliação para possível acerto da negociação (veja matéria a seguir).
Caso assuma a gestão do Hospital Margarida, a FSFX dissolveria o Conselho da Associação São Vicente de Paulo (criado pelo ex-prefeito Carlos Moreira em 2003, para gerir o Hospital) e poderia fazer mudanças profundas, inclusive, no quadro de funcionários. Principalmente, porque ela trabalha com profissionais devidamente aprovados em processos seletivos. Esse seria um dos entraves que dificultariam a vinda da fundação, já que o Margarida tem muitos cargos comissionados, frutos de indicações políticas. Outro entrave, segundo informações de bastidores, é o de que a FSFX não aceita o Pronto Atendimento, nos moldes em que ele está instalado no Hospital Margarida.
Em conversa com o A Notícia, o provedor José Ro-berto Fernandes negou que haja conversas nesse sentido. Segundo ele, o contato com a Fundação foi apenas para a auditoria sobre a situação do hospital e elaboração do relatório. No entanto, ele confirmou que, a partir daí, é possível “uma aproximação maior” entre o hospital e a FSFX, para novas parcerias. Ele também reafirmou que o hospital não sobrevive sozinho e que parcerias são bem-vindas, sem especificar até onde essas podem chegar. José Roberto disse também que caso haja qualquer mudança, a comunidade será consultada a respeito.
O superintendente da FSFX, Marcelo Teixeira, também não confirmou a vinda da entidade para Monlevade. No entanto, elogiou muito a estrutura do hospital e disse que a ida do Pronto Atendimento para o hospital foi benéfica tanto para o Margarida quanto para a Prefeitura. “Não posso falar de como era antes. Mas analisando o quadro atual, vejo que foi muito positiva a unificação dos serviços de urgência e emergência do município”, afirmou.
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