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13 de outubro de 2017
“Simone Carvalho ainda não se sentou na cadeira de prefeita”
Arquivo JAN
Belmar é filiado ao PT desde 1988
O vereador Belmar Diniz (PT) abre o verbo sobre o que pensa da administração e Câmara Municipal, além de apontar sugestões para João Monlevade. Ele é o sétimo entrevistado da série Fala Vereador, espaço para que todos os parlamentares da cidade possam expressar suas opiniões, falar sobre o mandato ou apresentar sua visão acerca da cidade. Os primeiros a falar foram os membros da Mesa Diretora. Os demais parlamentares estão sendo ouvidos em ordem alfabética. Na próxima semana, confira a entrevista com Carlos Roberto Lopes, o Pastor Carlinhos (PMDB).

Belmar Lacerda Diniz carrega na política o legado do pai, o ex-sindicalista e ex-prefeito de João Monlevade, Leonardo Diniz. O parlamentar está em seu terceiro mandato e é um dos nomes mais fortes da oposição aos tucanos na cidade. Para ele, a prefeita Simone Carvalho (PSDB), no cargo há dez meses, ainda não sentou na cadeira de prefeita para comandar a cidade. “Percebo que Simone não assumiu o papel de líder para o qual foi eleita. Quem comanda as ações políticas do governo é o marido dela, o ex-prefeito Carlos Moreira. Simone não é técnica e nem é política, mas precisa assumir o cargo porque foi eleita para ele”, criticou o petista.
O vereador afirma não fazer oposição vazia e que atua como fiscalizador do povo. Inclusive, ele ressalta que encontra dificuldades ao acesso de informações que deveriam ser públicas. “Não busco dados para perseguir a administração, mas para acompanhar de perto o que é feito com o dinheiro público”, afirmou.
Belmar relembra do pai com saudades e diz que ele abriu mão do tempo de ficar com a família para se dedicar às causas nas quais acreditava. Ele diz que, para ficarem próximos, era comum a família acompanha-lo em viagens de trabalho. “A política sempre esteve muito perto. Tanto que sou filiado ao PT desde 1988, quando completei 18 anos. Isso foi antes do meu pai ser eleito”, disse.
Monlevadense, morador do bairro República, Belmar tem 48 anos e é casado há 12 com a educadora Raquel Franco Diniz. Para ele, João Mon-levade pode ser uma cidade melhor, “uma referência”. Porém, na opinião dele, faltam ações políticas que coloquem a cidade no lugar onde ela merece estar. Ele fala da falta de espaços de lazer, de promoções culturais e de projetos que valorizem a identidade, destacando o valor que o município possui.
Autor de um anteprojeto de lei que tramita na Câmara para que todos os cidadãos possam conhecer melhor seus direitos e deveres, Belmar diz que os parlamentares não devem ser tão assistencialistas, mas facilitadores. Ele afirma que os colegas de plenário são competentes e que a população está bem representada. “Eles têm perfis distintos. Muitos, com tendência a uma postura independente do governo”, opina.
Sobre o futuro, o petista afirma que pretende disputar as próximas eleições a um cargo no Executivo. Segundo ele, como candidato a vice ou majoritário por algum partido. Ele não nega a possibilidade de deixar o PT, caso a legenda não o apoie. “Penso que tenho experiência, maturidade e ideias suficientes para contribuir mais com o município. Quero caminhar com um partido que abrace isso e me dê a oportunidade. Seja no PT ou em qualquer outro. Menos o PSDB ou PMDB”, afirma.
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