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13 de outubro de 2017
Elas têm muito a dizer, mas reclamam que não são ouvidas
Erivelton Braz
Erivelton Braz Leonardo, João Vitor Pena, Júlia, João Vitor Antônio, Manuela e Pedro participaram da entrevista
Em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado ontem (12), o jornal A Notícia convidou seis crianças para bater um papo descontraído, pautado nas questões sociais e na visão de mundo dos pequenos. Participaram desse encontro, Pedro Emanuel Cândido de Andrade, 8 anos, aluno do 3º ano do Escola Estadual Antônio Papine Leonardo Ambrósio Passos Santos, 10 anos, aluno do 5º ano do Colégio Kennedy Manuela Alves Garcia Vieira, 7 anos, aluna do 2º ano da AMEC João Vitor Cândido Antônio, 8 anos, aluno do 3º ano do Papini, Júlia Rodrigues de Oliveira, 12 anos, aluna do 6º ano do Centro Educacional e João Vitor Pena Souza, 12 anos, também aluno do Centro Educacional.
No bate papo na redação do jornal, as crianças falaram sobre seus medos, planos para o futuro, sobre João Monlevade e sugeriram melhorias para o município. Destacamos algumas de suas falas, sobre assuntos diversos, que demonstram maturidade e visão de mundo consistentes, considerando que eles ainda estão longe da fase adulta. Questionados sobre o que pensam dos adultos, eles foram unânimes na critica de que têm muito a dizer, mas nem sempre são ouvidos. Eles também reclamam da falta de lazer em João Monlevade, da sensação de insegurança pelos casos de violência recentes na cidade e também sobre ser criança. Confira:

Júlia: “Acho que as escolas precisam de mais segurança, porque acontecem muitos casos de violência e de maldade entre os próprios alunos. Uma colega minha foi ferida por uma bombinha e não tinha ninguém perto para nos ajudar”, contou Júlia, sobre a violência nas escolas.
“Seu eu tivesse um poder mágico, eu faria uma máquina para voltar no tempo, para os adultos voltarem a ser crianças e aproveitarem mais essa fase, que passa tão rápido e que é tão especial. Talvez se tornassem adultos melhores”, disse.


Manuela: “O bom de ser criança é não ter preocupação. Podemos brincar, correr, curtir com nossos amigos, sem se preocupar em pagar contas”, disse.
“Acho que João Monlevade precisa de mais asfaltamento nas ruas, porque na minha mesmo não tem. Isso atrapalha muito, principalmente, quando chove. Todo mundo deveria ter a sua rua asfaltada”, afirmou, quando questionada sobre melhorias para a cidade.


Leonardo: “Uma coisa que me deixa triste é ver crianças morrendo, como aconteceu na creche em Janaúba. Elas tinham a vida toda pela frente e morreram por uma violência tão grande. Isso é muito triste”, respondeu Leo, quando questionado sobre o que o deixa triste.
“As pessoas deveriam se preocupar mais com o meio ambiente. Economizar água no seu dia a dia, não fazer queimadas, nem jogar lixo no chão. São pequenas coisas que ajudam o nosso planeta”, disse, sobre o meio ambiente.


João Vitor Antônio: “Quero ser médico quando eu crescer, para cuidar das pessoas. Acho essa profissão muito importante”, disse João, quando perguntado sobre o futuro.
“A violência me assusta muito. Tenho medo do mal que as pessoas podem nos fazer. Acho que Monlevade precisa de mais policiais, para dar mais segurança”, afirmou sobre a questão da violência pública.


Pedro: “Uma coisa que atrapalha muito é a falta de água na cidade. A Prefeitura precisa resolver esse problema para ajudar a população”, sugeriu Pedro, quando questionado sobre o que poderia melhorar em Monlevade.
“O que eu mais gosto de fazer é brincar e jogar bola. Quero ser jogador de futebol. Mas por enquanto, gosto mesmo de brincar com meus amigos. Ser criança é bom demais”, disse.


João Vitor Pena: “A violência me assusta muito. Os roubos estão cada vez mais comuns em Monlevade. Acho que deveria ter mais policiamento nas ruas, para as pessoas se sentirem mais seguras e os bandidos pararem de fazer mal aos outros”, disse, sobre a violência.
“A cidade precisa de mais sinalização, mais acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência, mais placas e faixas de pedestres. Também acho que a prefeita deveria construir um shopping para trazer mais diversão para as crianças. Hoje, temos poucas opções de lazer em Monlevade”, sugeriu João.
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