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13 de outubro de 2017
Para conselheira de saúde, inspeção da GRS no Hospital foi “fajuta”
Luiz Ernesto
Questão do alvará do Hospital Margarida foi amplamente debatida em reunião do Conselho
A conselheira municipal de saúde Jalva Ribeiro classificou como “fajuta” a inspeção feita pela Gerência Regional de Saúde (GRS) de Itabira no Hospital Margarida, no mês de setembro, que concedeu o alvará de funcionamento ao local. A afirmação foi feita durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde de João Monlevade realizada na tarde da última terça-feira (10), na sede da Câmara Municipal.
De acordo com Jalva, a inspeção foi feita por pessoas não capacitadas para tal e que o hospital está funcionando sem o devido trabalho de inspeção. Ela citou o Código Sanitário do Estado para reforçar suas palavras. A conselheira também não poupou de críticas o diretor da GRS, Alexandre Martins, o “Banana”, e a Prefeitura de João Monlevade. “A coisa está mais podre do que se imaginava. Não sei quem está mentindo mais, se é esse ‘Banana” ou se é a Prefeitura. Não aceito ser feita de boba e mentirem para mim. O hospital está funcionando sem inspeção. Se o diretor da GRS disse que a inspeção é de responsabilidade do município, porque foi feita essa inspeção fajuta? E porque foi solicitado um prazo de 90 dias para que se faça outra?”, questionou.
Jalva também disse que tem recebido ameaças veladas por estar denunciando essa situação do alvará do hospital. “Estão querendo que eu cale a boca, que eu pare de falar nisso. Meus familiares estão cientes e tenho tudo registrado em um dossiê, caso aconteça algo comigo. Não tenho medo de nada”, afirmou.
A conselheira Eliana Braz também se manifestou sobre o assunto e afirmou ser um absurdo essa situação no Hospital Margarida. “Trabalhei por mais de 30 anos no hospital e nunca vi uma situação dessas. Um absurdo. O Conselho está sendo feito de trouxa”, disse.
Os representantes do Hospital Margarida presentes à reunião não se manifestaram sobre o assunto e a secretária municipal de saúde, Andréa Peixoto, não esteve presente ao encontro. O provedor José Roberto Fernandes informou, no entanto, que o Hospital está devidamente regularizado e que não há nada de errado com a casa de saúde.

O caso

Desde a semana passada, o assunto está em pauta, tanto em Monlevade quanto em Itabira, sede da GRS. O coordenador da gerência, Alexandre Banana, afirmou ao A Notícia que o órgão tem feito as vistorias necessárias, mesmo que, desde 2013, a lei municipal 2.022, no artigo 5º, determina ser de responsabilidade do município a inspeção das unidades de saúde. “Não nos furtamos a fazer as vistorias”, afirmou. Ele mesmo garantiu ter feito a inspeção no Hospital Margarida e assinado o Alvará. Porém, contraditoriamente, a um jornal itabirano, ele declarou dias atrás, que esse trabalho não é responsabilidade da GRS. “Sou uma autoridade sanitária”, disse.
Alexandre também recomendou uma nova avaliação dentro de 90 dias a partir da liberação, no dia 13 de setembro, feita pelos órgãos competentes. Ele também elogiou a estrutura e falou da importância do hospital.
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