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Policia
11 de agosto de 2017
Desabafo de pai marca reunião do Consep
Erivelton Braz
Reunião do Consep discutiu os problemas de segurança pública
Encontro discutiu medidas de segurança para João Monlevade

O desabafo de um pai de família chamou a atenção na última reunião do Conselho Municipal de Segurança Pública (Consep) de João Mon-levade. O encontro ocorreu na tarde da última terça-feira (8), na Câmara Municipal.
O relato foi feito durante a fala do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de João Monlevade (Sinticcim), Gilson Santiago, que contou a história de dois dos seus filhos, que estão detidos por cometer graves crimes na cidade, entre eles, um latrocínio (roubo seguido de morte) e que foram denunciados por ele mesmo. Gilson tocou no assunto para defender a importância da denúncia de crimes graves para a segurança da população. “Meus filhos cometeram crimes e eu mesmo os denunciei para a polícia. É assim que a população tem que agir, errou, tem que pagar. Nunca fui assaltado, graças a Deus, mas meus filhos roubaram pais de família. Os dois estão presos. Vocês não imaginam o que é isso, é muito doloroso. Mas eu lanço um desafio aqui para os pais, que tenham coragem de denunciar seus filhos, caso cometam erros. Temos que agir pela segurança da população”, desabafou.

Encontro

A reunião do Consep teve o objetivo de discutir os problemas da segurança pública na cidade e, de acordo com os participantes, foi um encontro muito produtivo.
A reunião contou com a presença do comandante da Polícia Militar, major André Pedrosa, representantes de escolas, universidades e entidades, do presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), e dos vereadores Leles Pontes (PRB), Guilherme Nasser (PSDB), Gentil Bicalho (PT) e Cláudio Cebolinha (PTB). Em sua fala, a diretora da Rede Doctum de Ensino, Yolanda Lima Coelho, falou sobre a sensação de insegurança dos alunos da entidade, que já tiveram celulares roubados. “Não podemos ficar reféns dessa situação. Ficar acuados. Temos que acabar com essa cultura de que o errado é usar o celular no ponto de ônibus, de dizer que se alguém foi roubado, a culpa foi dele, por usar o celular em determinado local e horário. Vários alunos foram assaltados e ficou essa sensação de medo. Isso é muito ruim”, afirmou.
O major André Pedrosa disse que a PM pode ir às escolas e entidades e dar dicas de segurança pessoal. Ele afirmou que João Monlevade é uma cidade de gente de bem e que a Polícia Militar está atenta e empenhada em sanar os problemas da segurança pública da melhor forma possível. “A Polícia não vai entrar nas escolas, mas dará todo o suporte necessário. Estamos atentos e trabalhamos para que o cidadão de bem não seja tratado como refém do crime, com tanta insegurança”, disse.
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