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11 de agosto de 2017
Em tempo seco, queimadas incomodam João Monlevade
Arquivo JAN
Muitos terrenos foram alvos de incêndios na cidade
Durante o inverno, o tempo seco devido aos valores baixos de chuva é mais propício às queimadas. Soma-se a isso, a atitude irresponsável de alguns cidadãos que colocam fogo em quintais ou lotes, colocando em risco a saúde de muitas pessoas. João Monlevade tem registrado foco de queimadas, sobretudo em lotes e áreas verdes, como atrás do Parque do Areão. Nos bairros de Lourdes e Loanda, o problema também é recorrente, segundo leitores do A Notícia.
No último domingo (6), um homem colocou fogo em lote no bairro Mangabeiras, que gerou diversas reclamações de moradores. A servidora pública Andrea Dornas foi uma das que criticou as queimadas. Às 10h44, ela escreveu. “Hoje, as queimadas começaram cedo aqui no meu bairro... As pessoas têm que se conscientizar que existem famílias morando perto do local e os danos poderiam ir além da fumaça e cinzas. Algumas são feitas perto de residências e, além da fumaça e das cinzas, há o risco de acarretar algum dano nas casas, escreveu”. A partir da postagem, a psicóloga Patrícia Cristina Reis também criticou. “Essa é uma luta sem fim... Não adianta, enquanto não houver punição e acompanhamento do Órgão Responsável essa situação não vai mudar”, lamentou.

Conscientização

A Câmara Municipal de João Monlevade faz um trabalho de conscientização em relação às queimadas, através do projeto ambiental Broto da Vida. Diversos estudantes voluntários atuam em trabalho contínuo com as comunidades. Neste período de seca, que se estende até o fim de outubro, os voluntários reforçam as ações e também atuam em outras áreas ligadas ao meio ambiente. Segundo o presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), o Legislativo já prepara uma equipe, em parceria com o Executivo, para percorrer bairros da cidade, fazendo trabalho de conscientização.

Brigada

A ArcelorMittal mantém estruturada uma Brigada de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que atua no perímetro da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), em torno da Usina. A área de preservação permanente tem 518 hectares sob responsabilidade da ArcelorMittal Monlevade e áreas de mata próximas a perímetros urbanos. Segundo a ArcelorMittal Monlevade, a colaboração da comunidade também é primordial para que os incêndios florestais, quando iniciados, sejam rapidamente controlados e não provoquem danos graves à flora, fauna e, até mesmo, aos moradores de locais próximos às áreas de floresta. Ao menor sinal de incêndio florestal em áreas próximas à usina, as pessoas devem entrar em contato com a Brigada pelo telefone 3859-1444.

Falta de Energia

A Cemig também alerta para as recorrentes queimadas que podem provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica, além dos sérios prejuízos ambientais. De acordo com informações da empresa, em 2016 ocorreram 471 desligamentos em virtude de incêndios, que afetaram mais de 267 mil consumidores no estado. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 92 interrupções que prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 41 mil clientes da companhia, mais do que o dobro no mesmo período do ano passado.
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