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11 de agosto de 2017
Sevor tem só metade da gasolina de que precisa para salvar vidas
Arquivo JAN
Grupo atende João Monlevade e região
O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) recebe, por mês, só 500 litros de gasolina. No entanto, segundo dados da entidade, são necessários, pelo menos, 1.000 litros de combustível mensais para atender à demanda. Segundo relatório do Sevor, apresentado em reunião do Conselho Municipal de Saúde, 80% dos atendimentos do grupo são feitos em João Monlevade. Os demais são nas rodovias que cortam a região e algumas cidades mais próximas.
No entanto, a Prefeitura Municipal, conforme apurado pelo A Notícia, doa para o Sevor apena 350 litros de gasolina por mês. Além da doação do Executivo, o grupo de voluntários recebe 102 litros da Amepi e 100 litros da Cooperativa de Transporte de João Monlevade (Coopertramon). Os dados foram confirmados pelo presidente do Sevor, Renato Carvalho.
Segundo ele, para completar a quantidade necessária de gasolina, o Sevor conta com doações de empresas parceiras e entidades, como Câmara de Dirigentes Lojistas de João Monlevade (CDL) e Associação Comercial, Industrial e Prestação de Serviços de João Monlevade (Acimon). “Contamos com parceiros e recorremos à ajuda da comunidade, que nunca nos negou apoio. O monlevadense é muito solidário e somos gratos por tudo”, disse o presidente do Sevor.
Renato relembra que, em 2007, na gestão do ex-prefeito Carlos Moreira, foi assinado um convênio com a Prefeitura, que doou uma ambulância e firmou compromisso de custear a manutenção do veículo. Além disso, ficou acertada a doação mensal de 1.000 litros de combustível. “A manutenção nunca ocorreu e a gasolina foi diminuindo com os prefeitos posteriores. Gustavo Prandini reduziu para 700 litros, Teófilo para 350 e, recentemente, recebemos a notícia de que receberíamos apenas 280 litros. Corremos atrás e conseguimos manter pelo menos a doação atual”, afirma Renato Carvalho.

Ajuda

A secretária de Saúde, Andreia Peixoto, afirmou que está em estudo a volta da doação de 1000 litros de gasolina para o Sevor. Porém, não tem data prevista para o aumento do repasse. Segundo Renato Carvalho, atualmente, 30% dos atendimentos do grupo são para casos clínicos, o que seria obrigação do município. A cidade tem, hoje, apenas uma ambulância disponível e que fica à disposição de pacientes da hemodiálise, em horário administrativo. “Não podemos negar atendimento a quem quer que seja, mas nossa prioridade são casos de traumas, quedas, acidentes, atropelamentos, queimaduras, resgate em altura, trabalho de parto com risco, entre outros graves. Se alguém acha que o município faz favor para o Sevor, está enganado. Basta olhar os números: quem ajuda quem?”, questionou.
Recentemente, também o-correu uma reunião entre o presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), o vereador Guilherme Nasser (PSDB), a secretária de Saúde e o major André Pedrosa, da Polícia Militar, para discutir alternativas de melhorar o atendimento a casos clínicos na cidade. Isso, porque segundo o presidente do Sevor, tanto o grupo quanto a PM, cobrem essa demanda.
Hoje, discute-se a possibilidade de João Monlevade receber um grupo de bombeiros militares. Porém, segundo estimativas, a implantação custa cerca de R$4 milhões e as despesas operacionais ficam a cargo do município. Além disso, há anos, discute-se a vinda de uma unidade do Samu para a cidade. O Serviço tem um custo mensal de R$200 mil para a Prefeitura. “Não somos contra a vinda do Samu e nem do Corpo de Bombeiros, acho até que já passou da hora de Monlevade ter esses serviços e, se vierem, não vamos parar. Mas acredito que o Sevor poderia receber uma ajuda maior, porque a Prefeitura contribui, hoje, com pouco mais de R$1.000. É muito mais barato aumentar a ajuda ao Sevor a custear outros serviços”, opinou Renato Carvalho.

Sede

O Sevor está construindo sua sede, no bairro Sion, em área cedida pela Prefeitura. De acordo com o presidente, para alavancar a obra, a entidade tem recebido ajuda de instituições e parceiros. Na semana passada, a ArcelorMittal, Usina de Monlevade doou toda a ferragem necessária para a obra, cerca de 7 toneladas do material. Além disso, o deputado estadual Nozinho (PDT), através de emenda, conseguiu a doação de R$100 mil a ser liberada em breve. Nas próximas semanas, segundo Renato Carvalho, começam os trabalhos de fundação e estrutura.
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