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19 de maio de 2017
Tucanos de Monlevade defendem investigações contra Aécio Neves
Arquivo JAN
Políticos do PSDB da cidade querem que investigações sigam até o fim
Nomes importantes do PSDB em João Monlevade defendem que as investigações da Polícia Federal contra o senador e presidente afastado do partido, Aécio Neves, sigam até o fim. Na última quarta-feira (17), o político foi delatado pelo empresário Joesley Batista, dono do Frigorífico JBS, que detêm, entre outras marcas, a Friboi . Segundo ele, Aécio Neves teria pedido R$2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na Operação Lava-Jato.
Aécio Neves tem fortes ligações com o grupo tucano da cidade, do qual fazem parte a prefeita Simone Carvalho e o deputado estadual Tito Torres. Inclusive, Aécio sempre declarou apoio aos políticos do grupo em Monlevade e esteve na cidade em campanhas eleitorais.
Enquanto foi governador do estado, Aécio também tinha como principal homem de confiança na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), o ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Mauri Torres. Ele é pai do deputado estadual Tito Torres, do ex-prefeito de João Monlevade, Teófilo Torres e o maior nome da política na região.
Ao A Notícia a prefeita Simone Carvalho declarou, por meio de sua Assessoria de Comunicação, que as investigações devem continuar para que tudo o que foi denunciado seja aprovado e que as irregularidades, se comprovadas, sejam devidamente julgadas pela justiça. “Que a justiça decida o que tem que decidir e puna os envolvidos nos escândalos, se assim eles forem julgados”, disse a prefeita.
O deputado estadual Tito Torres afirmou, na manhã de ontem (18), que não teve acesso ao conteúdo das delações do dono da JBS. No entanto, para ele, as acusações são graves e merecem ser apuradas. Segundo ele, “até para ver a veracidade delas”. Tito afirma também que o conteúdo das delações abala o país inteiro e deve ser investigado até o fim. “O momento é de aguardar o desenrolar dos fatos”, disse o deputado estadual.
Já o irmão dele, o ex-prefeito Teófilo Torres, declarou apoio às investigações da Polícia Federal. “As investigações devem continuar e, se apuradas e confirmadas as irregularidades, contra quem quer que seja, que sejam todos punidos, conforme prevê a justiça”, disse. Teófilo Torres, que assume o comando do PSDB em João Monlevade na próxima semana, também afirmou ser preciso esclarecer todos os fatos. “Deixo claro que a legenda na cidade está longe de todas essas confusões, mas o assunto deve ser apurado, divulgado e levado até o fim”, disse Teófilo.
Vereador que cumpre o sexto mandato, a maior parte deles pelo PSDB, Sinval Jacinto Dias também compartilha da mesma opinião. “O povo não merece ser traído e todos os envolvidos em questões que lesam a causa pública devem sem investigados. Se comprovadas as denúncias, devem ser punidos. Todo político, seja de qualquer partido, ou de qualquer lado político, deve pagar pelos seus erros”, disse Sinval. O vereador Guilherme Nasser, também do PSDB, não atendeu as ligações do A Notícia para comentar o assunto e nem retornou até o fechamento desta edição.

Entenda

O empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS (que é dona, entre outras marcas, da Friboi), entregou à Justiça gravações que comprometem Aécio Neves. Ele teria pedido R$2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na Operação Lava-Jato. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Joesley também teria apresentado gravações do presidente da República, Michel Temer, em que ele teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro, para que esses ficassem em silêncio. A Presidência da República divulgou nota ontem (17) na qual informa que Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. Em sua defesa, Aécio afirma que o pedido de dinheiro ao empresário se tratou, “única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal”, segundo o site G1.
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