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20 de abril de 2017
Pressão na Câmara
Erivelton Braz
Funcionários públicos protestaram, mais uma vez, contra proposta de reajuste salarial
Cerca de 150 servidores públicos da Prefeitura de João Monlevade pressionaram os vereadores em reunião na noite de ontem (19), contra o Projeto de Lei que prevê aumento de 5,38% para o funcionalismo. Houve tumulto e manifestações que obrigaram o presidente do Legislativo, Djalma Bastos (PSD), a encerrar a reunião antes de concluir a pauta do dia.
Mesmo sem entrar para a votação, o assunto principal na Câmara foi o reajuste aos servidores municipais. Como as comissões de Legislação Justiça e Redação e Finanças e Orçamento não deram seus pareceres, o projeto não entraria em pauta de votação e ficou para ser votado em 1º Turno, na próxima quarta-feira (26).
Mais uma vez, os servidores lotaram o plenário com cartazes com palavras de ordem e de críticas à proposta de reajuste oferecida pela Prefeitura. Ontem, os trabalhadores fizeram uma segunda paralização de advertência. Durante a reunião, os funcionários públicos, liderados pelo Sindicato dos Servidores (Sintramon), reagiam com bandeirinhas com sinais de “curti” e “não curti”, dependendo da fala e do vereador que usava a tribuna. Eles confeccionaram cartazes na hora e pregavam fotos dos rostos dos parlamentares que, segundo eles, eram contra ou a favor do funcionalismo.
Alguns ensaiavam gritos e vaias e foram alertados pelo presidente de que manifestações daquele tipo não eram possíveis. Quando o vereador Sinval Jacinto (PSDB) começou sua fala, os manifestantes viraram de costas e iniciaram uma vaia. O presidente suspendeu a reunião por cinco minutos.
A reunião recomeçou novamente com a fala do vereador Sinval que, tão logo anunciou que “a maioria dos manifestantes é ligada ao PT”, os servidores o vaiaram e gritaram em protesto. O presidente Djalma Bastos então encerrou a reunião. Após o ato, os servidores gritaram palavras de ordem, como “não vai ter arrego” e “funcionário unido”.
Está marcada para hoje (20), às 18h, mais uma assembleia dos funcionários públicos. A Notícia apurou que nova paralização está prevista para a próxima semana. Uma greve não está descartada, segundo a presidente do Sintramon, Isaura Tereza Bicalho. Entre os vereadores que falaram contra a proposta da Prefeitura estão Thiago Titó (PDT), Belmar Diniz (PT), Gentil Bicalho (PT) e Revetrie Teixeira (PMDB). Sinval Jacinto (PSDB) e Guilherme Nasser (mesmo partido) se manifestam a favor do reajuste oferecido pelo governo. Os demais não discursaram porque a reunião foi encerrada antes do previsto.
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