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20 de abril de 2017
Qualidade sempre em primeiro lugar
Erivelton Braz
José Nestor fala com orgulho da produção da Veio de Minas
Em 2017, o 100 Melhores inova ao premiar quatro referências da cidade em suas categorias especiais. Diferentemente de outras edições, os segmentos especiais não entraram para a votação popular e foram escolhidos por comissão organizadora do Prêmio. Para tanto, foram criadas as categorias “Orgulho de João Monlevade”, “Tradição e Qualidade”, “Excelência em Produtos ou Serviços” e “Inovação”. Neste ano, o 100 Melhores celebra os 200 anos da chegada ao Brasil, do francês Jean Félix Dissandes de Monlevade que, através do seu empreendedorismo, tornou-se ícone da siderurgia nacional. Ele chegou ao país em 14 de maio de 1817 e foi um dos pioneiros da siderurgia nacional. Em nome desse espírito, as categorias especiais celebram aqueles que fazem a diferença e se tornaram uma referência em toda a cidade.


Para aqueles que acham que a cachaça é uma bebida ruim, José Nestor Vieira, produtor e proprietário da Cachaça Veio de Minas, manda o recado: “Cachaça de qualidade não incha o pé e nem dá ressaca. A cachaça de qualidade não faz mal a ninguém, porque é uma das mais nobres bebidas e pode ser consumida dia sim e no outro também”.
José Nestor, ou apenas Nestor, dispensa formalidades no tratamento. Apesar dos 80 anos incompletos - ele aniversaria em setembro - não gosta de ser chamado de senhor. “É Nestor e pronto”, sorri taxativo. Nestor é pioneiro na fabricação de cachaça de qualidade, devidamente certificada, na região, ao criar a Veio de Minas, uma das melhores cachaças do país. A bebida chegou ao mercado em 2001 e se tornou referência em qualidade e tradição. Entre os nomes escolhidos pela organização do prêmio 100 Melhores, a Veio de Minas foi escolhida por unanimidade para receber o troféu “Excelência em Produtos”, da cidade de João Monlevade.
Segundo Nestor, a história começou como um hobby, após ter se aposentado da carreira jurídica. Natural de Itabira, ele chegou a João Monlevade em 1983, onde reside desde então. “Recebi um convite informal para participar de um curso sobre produção de cachaça de qualidade. A partir daí, surgiu o desafio de ingressar no ramo produtivo da bebida. Como não gosto de ficar parado, decidi investir na fabricação da bebida e que se transformou na Veio de Minas”, conta. O nome da bebida surgiu a partir de consultas a amigos e familiares. Ele lembra que foram enviados cerca de 80 nomes entre as sugestões repassadas. “Gostei de “veio” pela referência aos veios de ouro do nosso estado, que também é do verbo vir, reforçando nossa origem mineira”, conta.
Nestor conta que toda a fabricação da cachaça é ar-tesanal, desde o plantio da cana e do milho (usado como matéria prima na fermentação), destilação, filtragens, envelhecimento, até o engarrafamento por um mínimo de dois anos. O resultado final é uma bebida de alta qualidade, fruto de um rigoroso processo, fiscalizado pessoalmente por Nestor. Segundo ele, todos os padrões de higiene e recomendações do Ministério da Agricultura são respeitadas. “Fazemos até mais do exigido. Essa história de gambá na fermentação não existe. Todas as nossas dornas são inox, devidamente protegidas”, diz. Ele também fala até da observação ao clima, para garantir uma bebida melhor. “Só alambicamos entre os meses de julho a novembro, porque tem a temperatura ideal para o resultado esperado. Nem o milho usado para fabricação de fubá, a ser usado no fermento, recebe produtos químicos, para não alterar o sabor. O zelo está presente em todo o processo”, disse.
Por isso, a Cachaça Veio de Minas é resultado de um trabalho minucioso, que tem início na plantação própria, seleção e corte adequado da cana-de-açúcar, excluindo completamente o uso de herbicidas, defensivos agrícolas, fermentos químicos ou aceleradores de fermentação. A fermentação é totalmente natural e a destilação é feita em alambique de cobre, onde somente a parte nobre do destilado, denominada “coração”, é apurada. “Numa produção de 700 litros, por exemplo, só aproveitamos cerca de 60 litros. Aproximadamente, só 10% é o coração da bebida. O restante é a ‘cabeça’, que é quase álcool puro e a ‘calda’, uma cachaça fraquinha, com muita água. Esses são reutilizados na irrigação do canavial, nunca para consumo”, diz.
Também de acordo com Nestor, a Veio de Minas mantém a análise físico-química de acordo com os padrões legais vigentes, seguindo o permitido pelo Ministério da Agricultura. Possui selo de qualidade da Associação Mineira de Produtores de Aguardente de Qualidade (AMPAQ) e selo de regulamentação ambiental do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Sucessão

Nestor Veira afirma que já passou o comando da produção da bebida para as filhas, a psicóloga Carla Martins da Costa Vieira e a engenheira Zamira Martins da Costa Vieira. Além disso, há o apoio da nora, Girlene Lage e da irmã dela, Gisele Lage, que já acompanha, há anos, o trabalho de Nestor. O filho dele, Thiago Martins, que é médico, também apoia a esposa e as irmãs no empreendimento.
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