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Geral
10 de janeiro de 2020
HM e PASA não se entendem e atendimento é suspenso
O Hospital Margarida e o Plano de Saúde PASA que atende aos funcionários da Vale na região, não se entendem em relação a pagamentos de serviços médicos e o atendimento a conveniados está suspenso desde o fim do ano passado. Em nota, o hospital afirma que “após diversas tentativas de negociação com o Plano de Saúde não foi possível dar continuidade ao contrato com o convênio médico”. A casa de saúde justifica que há mais de dois anos negocia soluções para a falta de pagamento por parte do convênio de recursos de glosas, referentes a atendimentos, medicamentos, materiais, entre outros ao Hospital.
Também em nota que circula pelas redes sociais, informações do Plano confirmam a situação. “A gestão do PASA está fazendo de tudo, porém eles (hospital) possuem uma tratativa de negociar pouco amistosa”, diz trecho do texto. A nota ainda informa que usuários do convênio na região devem procurar o Hospital Nossa Senhora das Dores (em Itabira), o Hospital Márcio Cunha (em Ipatinga) ou os Hospitais Madre Teresa e Hospital Felício Rocho (ambos em Belo Horizonte).
O Hospital Margarida informa que os usuários continuam recebendo atendimento normal via SUS, com o mesmo padrão de qualidade pela Casa de Saúde. “Para voltar aos atendimentos, agora, só depende do plano regularizar a situação. Tentamos tudo, documentamos e estamos à disposição para negociar”, destaca o provedor da do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes.

Bate boca

O vereador Revetrie Teixeira (MDB) e o provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, protagonizaram um bate boca nas redes sociais nesta semana por causa do assunto. Revetrie postou: “Preocupado com situação do H Margarida. Vale (sic) já se retirou segundo fontes seguras. Deus tenha piedade de nós”, escreveu o vereador no dia 4 de janeiro.
No início dos comentários, José Roberto respondeu a outros críticos, alegando que era para irem lá e pagarem a dívida do Plano. Ainda respondendo a internautas, Revetrie, que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara, destacou que a situação era complicada. Foi quando o provedor começou a respondê-lo diretamente: “Complicado é você que teve a vida salva por esse hospital fazer politicagem com o mesmo, as pessoas pagam o plano para ele pagar pelo atendimento, não acha?”. “José Roberto Fernandes, mais que obrigação né. Vamos falar dos erros com os outros. Deixa o meu pro tempo certo. Mostra realidade é politicagem. Então estou mesmo. Ouça à voz do povo. Se precisar estamos à disposição”, rebateu o vereador. Outros internautas também entraram na discussão que rendeu 184 comentários, 29 desses, do provedor José Roberto Fernandes.