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Geral
8 de novembro de 2019
Vítima de obesidade mórbida, monlevadense precisa de ajuda para continuar a viver
João Vitor Simão
Sirlânia com os filhos Ana Paula e Carlos Daniel
Amigos se unem em campanha para arrecadar fundos

A monlevadense Sirlânia Cristina Pinto, de 44 anos, trava uma luta contra a morte e precisa de ajuda para sobreviver. Ela sofre de obesidade mórbida, doença que atinge milhares de brasileiros. Com 165 kg, ela tem hipertensão, complicações renais e dores no nervo ciático que a impedem de ficar de pé por muito tempo, devido ao esforço empreendido na coluna e nas pernas.
Ela teve o peso normal até por volta dos 27 anos. Ao mudar-se para Belo Horizonte, Sirlânia começou a engordar, já que passava grande parte do tempo reclusa em casa. Hoje, mesmo tarefas simples são suplícios para ela; nos dias em que lava roupa, por exemplo, o cansaço é tanto que ela não consegue fazer mais nada pelo resto do dia. A doença já lhe causou vários constrangimentos, como pessoas que zombam da condição da cozinheira e a impossibilidade de acompanhar a vida escolar dos filhos: ela não consegue mais ir às reuniões de pais nem acompanhar as apresentações artísticas das crianças na escola.
O sofrimento de Sirlânia já dura mais de dez anos. Ela necessita de recursos para fazer uma cirurgia bariátrica (redução de estômago) e as consultas médicas após o procedimento. Mesmo desde 2011 na fila do SUS e com risco de vida, Sirlânia não conseguiu marcar a operação ainda. A mulher conta que já fez vários exames, mas, segundo ela, por diversas vezes os papéis se perderam na Secretaria de Saúde.
Questionada, a secretária de Saúde, Andrea Peixoto, negou o sumiço de documentos e disse que a Secretaria tem dado todo o suporte necessário, com marcação de exames e consultas com nutricionistas e psicólogo. Além disso, a secretária também disponibiliza carros para atender a paciente quando ela precisa.

Drama

A cirurgia de Sirlânia, na rede particular, custa cerca de R$26 mil. Moradora do bairro Loanda, ela reside com o marido e três dos cinco filhos e não consegue trabalhar. Eles vivem em dificuldades e recebem ajuda de amigos e familiares para sobreviver. Sirlânia se emociona ao falar dos filhos, que a ajudam em tudo o que ela precisa. Grande parte das tarefas domésticas é feita por Ana Paula, 13, e Carlos Daniel, 10. O marido Wagner, 41, está desempregado e sobrevive com trabalhos eventuais, sendo esses o único sustento da família.
Sirlânia mora ainda com a filha mais nova, Yasmin, de sete anos; as duas filhas mais velhas, Maria Eduarda, 18, e Gabrielle, 15, moram em Belo Horizonte. Ela tem o sonho de reabrir o restaurante que possuía no bairro José Elói, próximo à Policlínica, no qual ela cozinhava vários quitutes. Em diversos momentos, ela reitera a vontade de voltar plenamente à ativa e, mesmo doente, Sirlânia se esforça para fazer algo que possa contribuir para a renda da família.

Ajuda

A locutora da Rádio Comunicativa Mariléia Miranda e o parceiro, o jornalista Chico Franco, iniciaram uma campanha de auxílio à Sirlânia através do programa Espaço Livre. Uma conta bancária para que as pessoas possam ajudar com doações foi disponibilizada no Banco do Brasil: Agência 2220-9, conta corrente 38.627-8, em nome de Mariléia Miranda. A locutora também afirmou ter procurado pessoalmente a prefeita Simone Carvalho e alguns vereadores, mas ainda não obteve o retorno de nenhuma autoridade política do município.
Também para ajudar a monlevadense, a Loja Maçônica Luz do Vale promoverá no próximo dia 7 de fevereiro um bingo beneficente, sorteando uma motocicleta e um automóvel. A entidade também disponibilizou uma conta para doações, na agência 4108 do Sicoob Credimepi, conta corrente 031096-4.