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Geral
7 de outubro de 2019
Justiça nega recurso e mantém condenação de provedor do hospital
Arquivo JAN
Caso põe em lados opostos provedor e médico do Hospital Margarida.
Polêmica entre Getúlio Garcia e José Roberto Fernandes continua

O provedor do Hospital Margarida de João Monlevade, José Roberto Fernandes teve recurso negado pela Justiça e está mantida a condenação para indenizar o médico Getúlio Garcia em R$5 mil. A decisão é da turma recursal do Juizado Especial Cível, da Comarca de Itabira. Além do pagamento de multa, o provedor foi condenado ao pagamento de custas processuais e honorários de 20% sobre o valor da condenação. A primeira condenação o ocorreu em março deste ano.

A ação judicial teve como objeto declarações feitas por José Roberto Fernandes, publicadas pelo site O Popular, em 17 de junho de 2016. O fato ocorreu porque à época, o provedor respondeu a uma postagem crítica feita pelo blog Monlewood, mantido pelo filho de Getúlio, Fernando Garcia. José Roberto acusou o médico, inclusive, de fazer segregação racial. “Quem faz segregação racial no Hospital Margarida é o pai dele, que é médico (...) Além disso, o pai do blogueiro usa o Hospital Margarida para procedimentos particulares e convênios, mas não aceita atender pacientes do SUS, porque o SUS paga pouco. E, ainda, quer obrigar o Hospital a pagar a diferença que existe entre o SUS e os convênios. Tenho provas do que estou falando”, disse José Roberto na postagem.

À época, Getúlio Garcia classificou as respostas do provedor como “bobagens e mentiras” e afirmou ser o médico que mais opera pelo SUS em Monlevade, dentro de sua especialidade, a urologia. Nesta semana, o médico disse que a Justiça foi feita. Procurado para comentar o resultado da sentença, José Roberto respondeu que “o juiz considerou a transcrição do jornalista como sendo da minha responsabilidade, o que não é. Mas se assim o juiz entendeu, eu respeito a Justiça. Assim como eu espero que nos outros processos em que ele (Getúlio) perdeu, mesmo recorrendo, eu espero que ele respeite a Justiça”, disse José Roberto Fernandes.