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16 de agosto de 2019
TRANSPORTE COLETIVO - Nova licitação ou prorrogação vai depender do próximo prefeito
Márcio
Enscon está em João Monlevade desde 1990
O contrato da Enscon, operadora do transporte público municipal de João Monlevade, termina em 2022. O último certame foi realizado em 2005, e manteve o controle dos ônibus nas mãos da empresa por 17 anos.
No entanto, segundo o contrato de concessão, o prazo é “prorrogável, no caso de interesse das partes, por até igual período, através de termo aditivo”. O diretor da Enscon, Eduardo Lara, diz que o contrato dá ao Executivo a opção de prorrogar a permissão até 2039. Se isso ocorrer, a Enscon e sua antecessora completarão 49 anos prestando serviços em João Monlevade.
Recentemente, a empresa enfrentou diversas críticas de usuários contra a instalação de catracas duplas em algumas linhas. A empresa alegou que as catracas foram instaladas obedecendo as normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), seguindo as regras vigentes. Além disso, o objetivo é tentar reduzir o número de indivíduos que pulam a roleta e roubam os usuários.
Segundo Eduardo Lara, a frota é composta, hoje, por 53 veículos em atendimento às 22 linhas regulares e tem cerca de 42 carros para a demanda de 40 linhas do Transporte Escolar. “O investimento na frota é feito para atender as linhas regulares. Nesse ano, foram 12 carros novos, ano passado foram 10 se não me engano”, disse Lara. Ainda segundo ele, os carros mais velhos das linhas regulares vão para o atendimento das rotas escolares. O contrato estabelece média de, no máximo, 6 anos para a linha regular e, no rota escolar, idade máxima de 10 anos.
Para prestar o atendimento ao Rota Escolar, a Enscon recebe da Prefeitura de João Monlevade, cerca de R$450 mil por mês, atendendo a 9.755 estudantes de 29 instituições de ensino.

Histórico

A Enscon opera em João Monlevade desde junho de 1990, substituindo a então prestadora do serviço, a Transportes Coletivos Monlevade (Transcomol), que atravessava, na época, uma severa crise. Atingida pelo Plano Collor, a antiga operadora sofreu intervenção decretada pelo prefeito Leonardo Diniz (PT) e ficou paralisada por oito dias de greve dos funcionários. Por fim, após longo impasse, a Transcomol foi adquirida pela Enscon, que assumiu a responsabilidade pelo transporte público em Monlevade.

Sem trocador

Uma das maiores reclamações quanto ao serviço atual de transporte coletivo é a ausência dos trocadores que foram dispensados em praticamente todas as linhas e provocou a instalação da catraca dupla que gerou desconforto aos usuários. Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) garantiu no último sábado que só autorizará novo aumento na tarifa de ônibus na capital se as empresas retornarem com os cobradores. “Se não tiver trocador, não terá reajuste”, disse o prefeito, que só autorizou 11% de aumento em seus dois anos e meio de governo. No mesmo período, o transporte coletivo em Monlevade teve reajuste acumulado de 21,63% no cartão. A tarifa média em BH é de R$4,50 e em Monlevade está a R$3,70.