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Brasil e Mundo
10 de julho de 2019
Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim
Reprodução/RecordTV
Paulo Henrique Amorim foi apresentador do "Domingo Espetacular", a RecordTV.
Morreu na manhã desta quarta-feira (10), o jornalista Paulo Henrique Amorim, de 76 anos. Segundo informações preliminares, ele sofreu um infarto fulminante.

Paulo Henrique Amorim começou a carreira no extinto jornal A Noite. Teve passagens pelas revistas Manchete, Veja e Exame, além das TVs Manchete. Globo, Bandeirantes e Record. Nesta última, apresentou entre 2003 e 2019 a revista eletrônica "Domingo Espetacular". Na sua carreira, cobriu a queda da União Soviética, a eleição de Bill Clinton, os distúrbios de Los Angeles e a greve da Polícia Militar mineira em 1997, entre outros eventos de grande magnitude.

Era responsável também pelo blog "Conversa Afiada", que até 2008 foi hospedado no portal iG. A exclusão do blog feita pelo portal fez Amorim cunhar o termo "Partido da Imprensa Golpista" (PIG ou PiG, sigla que em inglês significa "porco"). Em 1999, rompeu o contrato com a TV Bandeirantes por discordar de mudanças no jornalismo da emissora.

Em junho, no entanto, foi afastado do comando do "Domingo Espetacular" por haver insinuado que desejava a morte do presidente da República, Jair Bolsonaro. Paulo Henrique Amorim foi condenado a indenizar o também jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo e da GloboNews. Amorim chamou o colega de "negro de alma branca". Também foi processado pelos jornalistas Merval Pereira, Lasier Martins e Ali Kamel, e por Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Esquerdista ferrenho, criticava freqüentemente a operação Lava-Jato, a Polícia Federal, o Ministério Público, o juiz Sérgio Moro, a Rede Globo e tudo quanto entendesse como "de direita".