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Policia
14 de junho de 2019
Agressão física lidera o índice de violência contra a mulher em Monlevade
Reprodução
Agressões às mulheres devem ser denunciadas
Pesquisa realizada pelas bacharéis em Direito, Cinara Luisa Souza Ventura e Maria Amélia Moreira de Oliveira, apurou o quantitativo de violência doméstica em João Monlevade nos anos de 2017 e 2018.

Em 2017, segundo dados da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente de João Monlevade, foram registrados 572 casos de violência doméstica contra a mulher sendo a agressão física o índice de maior expressão, com 280 casos (48,95%). A violência psicológica somou 208 casos (36,36%); violência patrimonial 41 casos (7,34%); violência moral 36 casos (6,29%); e violência sexual 5 casos (0,87%). Cinara e Maria Amélia integram o Coletivo Diversos (grupo formado por alunos, professores e egressos do curso de Direito da Faculdade Doctum de João Monlevade, além de acadêmicos e profissionais de outras áreas).

No ano de 2018, a 17ª Companhia de Polícia Militar Independente de João Monlevade registrou 519 casos de violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar, sendo divididos em: violência física: 225 casos (49%); violência psicológica: 187 casos (36%); violência moral: 7 casos (1%); violência sexual: 2 casos (1%); e violência patrimonial: 68 casos (7%).

Em razão desse crescente número de violência doméstica, ocorrerá amanhã (15) o evento “1ª Marcha das Mulheres Contra a Violência Doméstica”. Centenas de pessoas se organizaram para dizer “não” à violência, num movimento apartidário e em que a adesão de pessoas da comunidade é muito bem vinda. A concentração será na Câmara Municipal, a partir das 10h e a marcha segue até a Praça Sete onde haverá atendimento jurídico gratuito, distribuição de cartilhas e testes de saúde.

É de suma importância ressaltar que em caso de violência doméstica, a vítima deve procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM - Rua Bernardino Brandão, 180, bairro Rosário) ou o próprio quartel da Polícia Militar local, que fica na avenida Wilson Alvarenga, no bairro Belmonte. Em situação de violência sexual, a mulher deve recorrer ao hospital mais próximo ou a um médico legista, pois nesses casos, o acontecimento será encaminhado para a DEAM e será realizado Expediente Apartado de Medida Protetiva (EAMP 24h). Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 180.