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Geral
15 de maio de 2019
Protestos contra medidas de Bolsonaro atraem quase cem pessoas em João Monlevade
João Vítor Simão
Público protestou contra Reforma da Previdência e contingencimento nos recursos para a educação
A manifestação realizada na tarde desta quarta-feira (15) contra a Reforma da Previdência e o contingenciamento dos recursos para a educação atraiu quase uma centena de pessoas em João Monlevade.

Mesmo com a chuva caindo durante toda a tarde, as pessoas se aglomeraram na Praça do Lindinho, em Carneirinhos, em sua maioria estudantes e professores da Ufop e da Uemg de João Monlevade, além de filiados ao Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon). Nos discursos, os manifestantes criticaram o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o chamando de “fascista e neoliberal”. Em seguida, o grupo saiu da praça em direção à Câmara Municipal, no bairro JK, fechando o trânsito da avenida Wilson Alvarenga no sentido do bairro Santa Bárbara.

No percurso, o grupo fez um “apitaço” e gritou palavras de ordem, momento em que o presidente foi chamado de “miliciano”. A manifestação complicou o trânsito no trecho da região central, apesar da intervenção do Serviço de Transportes e Trânsito (Settran). Algumas pessoas gritaram palavras em defesa ao presidente da República, Jair Bolsonaro. A Polícia Militar monitorou o protesto e não registrou incidentes.

Os manifestantes entraram no plenário da Câmara para acompanhar a reunião ordinária desta quarta-feira. Na tribuna, a presidente do Diretório Acadêmico da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Lavínia Linhares, pediu uma nota de repúdio contra as medidas de contingenciamento propostas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e cobrou mais apoio do poder público no campus do Baú, como capina e policiamento.