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12 de abril de 2019
Louis Ensch: O gigante adormecido
Divulgação
Seleção Brasileira Master e Veteranos do Real Esporte Clube realizaram partida histórica no estádio em 1992
Estádio Louis Ensch já foi palco de grandes jogos e vive fase de ostracismo

Um gigante adormecido. Assim podemos apelidar o estádio Louis Ensch, no bairro Areia Preta, em João Monlevade.
Palco de grandes jogos nas décadas de 1960, 70 e 80, o estádio, construído pela então Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, foi transferido para a Prefeitura em 1971 e, atualmente, tem capacidade para cerca de cinco mil torcedores. Grandes craques de Monlevade e região mostraram seu talento no gramado do Louis Ensch, que também foi palco de disputados campeonatos e recebeu históricas partidas de equipes de João Monlevade, da região, do estado de Minas Gerais e de todo o país.
Além das grandes equipes formadas pelo Metalúrgico, Vigilante, Independente, seleção de Monlevade e outras da região, o estádio Louis Ensch recebeu as equipes profissionais do Atlético-MG e do Cruzeiro, em amistosos contra a seleção local, no fim da década de 1980.
Há quem diga que o estádio Louis Ensch é muito melhor que vários estádios onde são disputados jogos do Campeonato Mineiro, a exemplo do campo do Patrocinense, em Patrocínio, no Triângulo Mineiro, ou o da equipe da Tombense, em Tombos, na Zona da Mata.

Seleção Brasileira

Além disso, a Seleção Brasileira Master, repleta de grandes craques, disputou uma histórica partida no local, contra os veteranos do Real Esporte Clube. O jogo contou com a presença de jogadores consagrados, como Zenon, Luís Pereira, Edu, Amaral, Vladimir, Zé Maria, Edu Bala, Paulo Isidoro e outros, numa manhã marcante de futebol, que ficou na memória do público que compareceu ao estádio, principalmente, dos garotos apaixonados por futebol da época. O jogo foi realizado em outubro de 1992 e contou com grande público.
Na época, fim da década de 1980 e início da de 1990, a Seleção Brasileira Master viajava pelo Brasil e tinha seus jogos transmitidos pela então Rede Bandeirantes de Televisão aos domingos pela manhã. A equipe costumava aplicar grandes goleadas em seus adversários, de 6, 7 e até 10 a 0, mas em João Monlevade foi diferente. Em um jogo duro, a Seleção Master venceu por um magro 1 a 0, com um gol no finzinho do jogo, marcado pela zagueiro Luís Pereira, de cabeça.
Um dos jogadores veteranos do Real Esporte Clube que atuaram naquela partida foi o atual vereador Gentil Bicalho. Ele lembra com saudosismo do jogo. "Tive o privilégio de participar daquele jogo histórico. Como era de se esperar, a Seleção Brasileira tomou a iniciativa e dominou a partida, o Real se defendia bravamente e, só no fim, foi marcado o gol que decretou o resultado da partida, que nos orgulhou, já que jogamos contra jogadores consagrados, de grandes clubes, como Palmeiras, Corinthians, Santos, Atlético-MG e outros", relembra.
Gentil também lembra, bem humorado, de sua atuação na partida. "Entrei no decorrer do jogo e tentei algumas jogadas em velocidade pela ponta, mas tive o azar de sofrer marcação cerrada de ninguém menos que Zé Maria, melhor lateral-direito da história do Corinthians. Aí ficou difícil", brinca.
O time de veteranos do Real entrou em campo com a seguinte formação: Fu, Celestino, Hilário, Roberto e Zé Preto; Toninho Ananias (Carlos), Zanata e Ziza; Heralton, Ide e João Bosco (Gentil).
O craque Rivelino também esteve presente, mas estava contundido e não pôde jogar pela Seleção Brasileira.