Policia
15 de março de 2019

Atropelamento de cadela vira caso de polícia

Reprodução
Para presidente da Cãopanhia do Bem, Karen Sartori, crime de não prestar socorro ocorreu

Uma possível atitude violenta e criminosa chamou a atenção na tarde do último domingo (10) no estacionamento do HiperComercial Monlevade, no bairro JK, em João Monlevade. Um homem atropelou por duas vezes e, segundo testemunhas, propositalmente, uma cadela no local.
O fato gerou grande comoção nas pessoas que o presenciaram e também nas redes sociais ao longo da semana. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, que cuida de animais abandonados em João Monlevade, o motorista de um veículo Fiat Argo teria passado por cima do animal duas vezes com o carro, o deixando ferido no local e sem prestar socorro. A cadela, que vive próximo ao hipermercado, sempre está no local e é conhecida por funcionários e clientes.
Após o atropelamento, testemunhas acionaram a Polícia Militar e a Associação Cãopanhia do Bem. Em um vídeo postado nas redes sociais nesta semana, a presidente da Associação, Karen Sartori, afirma que pretende entrar com uma ação judicial contra o motorista, que se apresentou espontaneamente à polícia na última segunda-feira (11) e alegou que foi um acidente e que o atropelamento não foi proposital. Ele também afirmou que irá arcar com os custos do tratamento do animal. Porém, no Boletim de Ocorrências do fato, as testemunhas do atropelamento relatam que o motorista saiu do local irritado, xingando e afirmando que "ali não era lugar de cachorro". “Vamos buscar justiça por essa cadela e por todos os outros animais que são abandonados após um atropelamento e deixados à míngua, para morrer. É bom lembrar que arcar com as despesas não é um favor, e sim uma obrigação. O crime de não prestar socorro ocorreu", desabafou Karen.