Geral
11 de março de 2019

Deputado aliado de Bolsonaro vê privatização como saída para a BR-381

Rodrigo Andrade/DeFato

O deputado federal por Minas Gerais, Lincoln Portela (PR), um dos principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no estado, acredita que a duplicação da BR-381 seja inevitável e que “naturalmente, é o que vai acontecer”. Portela esteve em Itabira no sábado (9) em encontro com apoiadores políticos e imprensa.
Ao Portal defatoonline, Portela disse que, apesar de ainda não ter conversado com o presidente sobre a BR-381, o futuro da rodovia mineira será o mesmo de outras estradas federais, já concedidas à iniciativa privada no atual governo. “Dificilmente isso deixará de acontecer. É o que está acontecendo com as rodovias federais brasileiras”, opinou Lincoln Portela.
O parlamentar também lembrou que, no ano passado, a bancada mineira da Câmara Federal liberou R$ 280 milhões em emendas para a rodovia BR-381. Este dinheiro foi gerenciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), órgão que determinou as prioridades da aplicação. “A verba era tanto para a manutenção dos serviços quanto para a continuidade das obras”, disse o deputado.
Em 2019 ainda não há previsão do quanto será disponibilizado de emendas para a rodovia que mais mata em Minas Gerais. O deputado diz acreditar que o valor gire novamente em torno de R$ 300 milhões. Porém, isso ainda dependerá se a BR-381 será ou não concedida à iniciativa privada.
Manutenção e fiscalização
Abordando sobre a qualidade da malha rodoviária, o deputado também falou sobre a fiscalização no estado. Portela defendeu que mais policiais rodoviários fiquem à disposição da malha federal em Minas Gerais. Ele alertou, no entanto, que a ação das autoridades não pode se transformar em uma indústria de multas. O parlamentar ainda ficou de encaminhar ao DNIT reivindicações para melhorias no trecho da BR-381, entre o Médio Piracicaba e Belo Horizonte, que tem muitos buracos e falta de sinalização. “Lamentavelmente, nós não temos asfalto de boa qualidade, não temos as balanças devidas e não temos a fiscalização devida. Não que a pessoa não tenha que ser multada, por favor. Mas a gente não pode virar uma indústria de multas. Quem está errado que pague pelo erro, mas a orientação, a educação e a Polícia Federal nas estradas são fundamentais”, disse. “Para se ter uma ideia, o efetivo da PRF em Minas Gerais é de 900 pessoas, mas nós temos apenas 180 pessoas nas rodovias do estado. Você pega aqueles que estão de férias, os que cumprem escala 12×36 e aqueles afastados, então, a gente ca, no máximo, com 180 a 200 pessoas para cobrir a maior malha viária do Brasil. Nós precisamos de ter um efetivo maior para scalização de rodovias federais em Minas Gerais”, finalizou. (Com Informações defatoonline).