Geral
11 de fevereiro de 2019

Laudo da barragem de Gongo Soco ainda não foi liberado

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A empresa alemã contratada pela Vale para atestar a estabilidade da Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, pediu até o meio desta semana, para emitir o laudo das análises feitas na estrutura no domingo (10). Enquanto isso, o cerca 400 moradores que foram retirados de suas casas na última sexta-feira (8) terão que continuar hospedados em hotéis da cidade e região, além de residências de parentes.
A barragem de Gongo Soco continua em nível dois de risco de rompimento, em uma escala que vai de 1 a 3. A estrutura se encontra em estado de alerta, portanto, foi necessária a evacuação de pessoas que residem na chamada zona de autossalvamento (ZAS), que seria o perímetro mais atingido em uma possível ruptura. Em Barão de Cocais, a ZAS envolveas comunidades de Socorro, Tabuleiro, Piteiras e Vila do Gongo.
Segundo a Vale, 205 pessoas foram alocadas em hotéis de Barão, Santa Bárbara e Caeté. Outras 188 se instalaram em casas de parentes. Porém, até o domingo, 31 moradores se recusaram a deixar suas residências e ainda permaneciam nas localidades afetadas.
As atividades de inspeção da Barragem Sul Superior duraram todo o domingo. Os trabalhos foram executados por uma empresa alemã, especialista em análise de estabilidade. Os técnicos foram acompanhados por funcionários da Vale, da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Defesa Civil de Minas Gerais.
A mineradora afirma que desde o acionamento das sirenes na madrugada de sexta-feira realiza o monitoramento da barragem de quatro em quatro horas. A empresa sustenta que a evacuação das comunidades foi uma ação de prevenção, determinada pela ANM, após técnicos de uma empresa brasileira se recusarem a atestar a estabilidade da estrutura de barramento.
Prefeito quer atestado de segurança
O prefeito de Barão de Cocais, Décio Geraldo dos Santos (PV), em vídeo postado nas redes sociais, afirmou que só permitirá a volta das pessoas às comunidades quando a Vale atestar que não há riscos de rompimento. Ele também declarou que considera o descomissionamento (esvaziamento) da barragem como a melhor solução. “Nós não vamos descansar enquanto não tiver total segurança das pessoas que lá estão. Talvez a segurança maior que poderíamos dar à população seria o descomissionamento da barragem”, comentou o chefe do Executivo.Ele também disse que visitou e conversou com os moradores que tiveram de deixar suas residências. Outros moradores da cidade, de comunidades localizadas à margem do rio São João, na área urbana do município, receberam informações sobre a situação da barragem e foram orientados quanto a um possível transbordo do rio.
Em nota, a Vale pontuou que a barragem Sul Superior é uma das dez estruturas a montante inativas remanescentes que faz parte do plano de aceleração de descaracterização anunciado em Fato Relevante no dia 29 de janeiro de 2019. A referida barragem suportava a produção da mina de Gongo Soco, cuja produção de minério de ferro foi paralisada em abril de 2016. O processo de descomissionamento deve ocorrer ao longo de três anos, segundo a Vale. A mineradora, no entanto, não informou o cronograma desse processo. (Com informações Defatoonline).