Região
8 de fevereiro de 2019

Moradores de Barão de Cocais deixam suas casas por risco em barragem da Vale

Felipe Jácome-Diário de Barão
Famílias foram encaminhadas ao ginásio da cidade

Cerca de 500 pessoas das comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras, em Barão de Cocais, tiveram que deixar suas casas na madrugada desta sexta-feira (8) por causa de risco de rompimento da barragem Sul Superior da mina Congo Soco da Vale.
Houve toque de sirenes para avisar à população e o plano de emergência foi acionado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Em nota, a Vale afirma que deu início ao nível 1 de seu Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e que a medida é preventiva, tomada após uma consultoria internacional, a Walm, negar a Declaração de Estabilidade à estrutura da mina Congo Soco, que está desativada.
As sirenes foram acionados por volta das 3h da manhã, quando os moradores assustados começaram a evacuar a região por precaução, já que a barragem não se rompeu. A Prefeitura de Barão de Cocais abrigou as famílias no ginásio poliesportivo Waldemar das Dores temporariamente. Agora, já no início da manhã, funcionários da Vale fazem um cadastramento para começar o atendimento aos desalojados.
Em nota, a Prefeitura informa que “após observações e monitoramento realizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), Defesa Civil do Estado e do município, e pela empresa Vale, foi acionado o Nível 2 de risco na barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco. A informação até esse instante é de um desnível na estrutura”.
A ação ocorre exatamente duas semanas depois do vazamento da barragem da Vale em Brumadinho, que fica a cerca de 140 km de Barão de Cocais. Em nota, a mineradora disse que está intensificando as inspeções na barragem, que será implantado "equipamento com capacidade de detectar movimentações milimétricas na estrutura" e que "está trazendo consultores internacionais para fazer nova avaliação da situação no próximo domingo (10)".