Geral
7 de dezembro de 2018

Mesmo fechado, Cresb continua gerando contas de água, diz vereador

Arquivo JAN

Mesmo fechado desde o mês de agosto, o Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb) de João Monlevade continua recebendo as contas do Departamento de Águas e Esgotos (DAE) normalmente. De acordo com o vereador Belmar Diniz (PT), as tarifas já somam R$1.125,72. O fato foi denunciado pelo parlamentar na tribuna da Câmara Municipal na última quarta-feira (5).
Segundo Belmar, o consumo de água do local continua tendo as mesmas variações médias de quando funcionava o serviço odontológico municipal no imóvel. As contas de setembro, outubro e novembro chegaram normalmente ao Cresb. "Mais de mil reais a pagar sem funcionar nada no local há quase quatro meses. E o pior é que são recursos da área de saúde, que poderiam estar sendo usados na compra de dietas alimentares, medicações e itens básicos. Isso é um absurdo. É preciso verificar o que aconteceu com essa medição. Algo precisa ser feito", destacou.
De acordo com o vereador, o DAE cobrou do Cresb em setembro o valor de R$357,79, em outubro, R$375,24 e em novembro R$392,69, sendo que a última leitura da conta no hidrômetro foi realizada no dia 20 de novembro. Belmar ainda afirmou que irá solicitar a devolução do dinheiro pago nas contas de água do Cresb e, caso não seja atendido, irá recorrer ao Ministério Público. O Cresb funcionava na rua Dom Silvério, no bairro José Elói. O imóvel foi fechado no dia 20 de agosto para receber reformas gerais, com previsão de reabertura em 60 dias.

Vereador equivocado

Questionada sobre o caso, a Prefeitura de João Monlevade respondeu, através de sua Assessoria de Comunicação, que o vereador está equivocado. Segundo a administração, o prédio do Cresb está passando por reformas, realizadas por funcionários, com recursos próprios da Prefeitura. “Há um equívoco do vereador. Caso o local estivesse totalmente fechado, ainda assim, haveria cobrança da taxa mínima da água (no valor de R$37,60). Ademais, há trabalhadores da construção atuando no local e, por isso, o consumo de água”, diz nota da Assessoria em resposta ao A Notícia. O diretor do DAE, Cleres Roberto de Souza, também disse que a água do prédio não foi desligada, mesmo após o fechamento, porque a Prefeitura não solicitou. “Há trabalhadores lá e eles precisam de água”, justificou.